quinta-feira, 5 de agosto de 2010

sementes

de tenacidade.

Em 21 de Março plantou-se uma árvore na escola. A iniciativa partiu da Comissão para as comemorações do centenário da República e teve por objectivo sensibilizar-nos a todos para a preservação do património florestal.

(encontrado um cartaz melhor)

Teve frutos imediatos, e digo-o ironizando (acredito que teria acontecido de qualquer modo), com as petições, abaixo-assinados, acções de sensibilização contra o abate, salvem as árvores do Camões que se seguiram.

O local escolhido para a plantação da nossa tília juvenil foi, no mínimo, inusitado. Com efeito, aquele canto do parque de estacionamento, o árido alcatrão envolvente conduziu à pergunta inevitável "mas porquê ali?". A resposta era, afinal, simples: "porque é o único sítio da escola cujo solo não vai ser mexido, todos os outros vão ser escavados quando as obras arrancarem".

Simples, de facto. Ainda assim não conseguimos deixar de sofrer com ela, ali tão sozinha, isolada no meio do alcatrão.

A verdade é que num instante engrossou e as folhas cresceram com viço. O sr. Adelino cuidou dela, regando-a com regularidade. A dado ponto, levado pelo seu entusiasmo de horticultor plantou naquele pequeno quadradinho umas sementes de abóbora.

A planta cresceu num ápice, rastejou pelo alcatrão em direcção ao muro. Folhas grandes e também viçosas, descremos todos que, naquelas condições hostis, fossem capazes de dar fruto.



E, no entanto, eles aí estão. Esta belíssima abóbora poderia estar numa qualquer horta de quintal e que está acompanhada de uma mana do mesmo calibre e ainda outras duas mais pequenas (uma à esquerda, na foto).



Em condições na aparência adversas surgem por vezes os mais belos frutos.