
o tal suporte que por melhor que esteja, isto é por mais bem desenhado que o dito seja, nunca passa a mensagem. Já percebemos isso, estamos todos tão ofuscados pela poluição visual que perdemos a capacidade de discernimento. Excepção feita, é evidente, aos que são colocados logo na entrada e que pela dimensão e destaque, já nos habituámos a olhar "ora, deixa cá ver o que haverá esta semana".
A sugestão de fazermos umas apresentações com uns "lamirés" do que se iria passar no pavilhão foi assim, aceite por aclamação. Ontem, com um calor de morte no primeiro intervalo da tarde dançámos as brasileiras. Não correu mal, as pessoas pararam para vos verem. No final, passeei pelo público apregoando as oficinas (azar aborrecido, a rádio está muda por avaria do equipamento), pareceu-me receptivo q.b.
Hoje, no segundo intervalo da manhã foi bem mais interessante; a hora era outra, estava menos calor, as pessoas mais alertas. Foi giro circular por ali enquanto vos filmava e ouvir para já a identificação imediata "é a área de projecto dança"; depois, o entusiasmo perante a oficina. Veremos se se traduz em presenças amanhã.
De qualquer modo, este modelo precisa ainda de afinação. Não pode ser apenas uma pessoa a fazer o convite boca-a-boca. Teremos de ser todos se bem que o ideal tivesse sido o microfone da rádio. O suporte - cartaz de manifestação também poderia ter sido usado ou mesmo o homem-sanduíche.
O excerto do hula, dança bem mais difícil do que parece, no ambiente ímpar do pátio.
E entretanto, uma nota para a primeira sessão do Festival das Curtas, produção da AP Linguagens e cinema. Curtas-metragens muito boas, este ano! As preocupações técnicas que não sei ajuizar mas que percebi e que deram enorme movimento e drama. Os diferentes planos e suas montagens agarraram a nossa atenção. Muito bem conseguidos também os pontos altos, a tensão bem gerida. Os momentos cómicos conseguidos com inteligência, fabuloso! Adorei o western dos playmmobils, como conseguiram eles fazer aquilo? A banda sonora nesse estava magnífica. E tudo aliás. O rolo da palha que passava a espaços, a imobilidade tensa dos cowboys, as várias personagens que foram entrando, os escorpiões, o cavalinho de plástico, o poncho que se virava com o vento. Espero que ponham nalgum suporte onde possamos rever este "Duelo ao Sol" em versão minimalista. Muito bem, saímos bem dispostos do auditório encantados com a capacidade produtiva dos nossos alunos.
Amanhã haverá a segunda sessão e no dia 7, a destinada aos pais.
Por fim, estes dois dias foram ocasião para reflectir e para aprender. Nada é irreparável, excepto a morte, e, se eu lamento e me arrependo, por outro estou grata pela aprendizagem. E pela flor.