de Niterói.
Na realidade, onde escrevo rapazes, deve ler-se Grupo mas são só rapazes e gosto do nome assim.
Fui ontem vê-los ao S. Luís, espectáculo integrante do Alkantara Festival. Esperava energia, dinamismo e até alguma alucinação; ia também um pouco em busca de inspiração. Com efeito, este ano cheguei a desafiar um grupo de professores para fazermos uma peça. Depois, não tive energia (sempre ela) nem persistência para levar o projecto por diante, eles até foram receptivos.
Em relação às expectativas não saí defraudada. Teve isso tudo. Mas teve também alguns longos momentos repetitivos em que a acção parecia não avançar. O início prolongou-se talvez por tempo excessivo, não havia música o que não ajudava (o som em fundo, desvanecido, era de cidade ou de ensaio como alguém disse). Depois teve picos óptimos, muito muito bons. As corridas alucinantes para trás, os trajectos tangenciais, os breves momentos de sincronia (poderiam tê-los explorado mais), as vezes em que rebolavam em velocidade estonteante constituíram sem dúvida os pontos altos. A música foi também aparecendo e cada vez mais cativante. Pena, não ter havido mais interacção física, os poucos contactos foram tão interessantes.
Lembrei-me do Afonso, do Fábio, do André, do Ricardo que penso, adorariam fazer algo como isto.
No geral, um bom espectáculo e um grupo a tomar nota.