Um dia, enquanto fazia horas esperando pelas mais velhas, entretinha a mais pequena com os desenhos e as histórias dos cadernos da Vera. Demos com esta, a minha primeira reacção foi rir até às lágrimas - o chapéu como personagem principal, o lobo secundaríssimo, além de ser difícil destrinçar o que está escrito, tantos são os erros - depois, fiquei com a garganta e o coração apertados "céus, esta mãe sou eu, sempre a ralhar por terem perdido isto e aquilo".


Este é um exercício de legendagem; as crianças tinham de colorir e escrever a história a partir do desenho. A Vera tinha então sete anos, agora escreve muito melhor!
Percebi também que ficávamos nus perante as professoras. Os desenhos infantis e as pequenas redacções que escrevem nestes primeiros anos são o reflexo da sua vida diária, interpretam o mundo à sua imagem. Este pobre coelhinho, raladíssimo por ter perdido o chapéu revela uma mãe dura, intransigente.
E se, de repente, um desconhecido lhe oferecer flores?
Isso é Impulse!
E se, de repente, passados dois anos, um conhecido a "linkar"?
Isso pode, talvez, por hipótese, eventualmente, quem sabe?, indiciar agenda escondida.