Refiro-me ao elogio do falhanço. Li no outro dia, e já não sei onde, é pena, poderia citar agora aqui, que nos Estados Unidos os negócios que falharam abrem os currículos vitae dos que procuram emprego. Na Europa, sucede o contrário - vêm os sucessos à cabeça e os falhanços, a virem (raramente vêm) lá no final. O redactor justificava esta diferença referindo que a alta consideração que os americanos nutrem pelas empresas que falham, que vão à falência, é suportada também pela banca (a outra parte é o espírito aventureiro dos americanos que arriscam, arriscam sempre) . Voltando à banca: esta, através dos seus fundos está preparada para enfrentar os embates, logo os empreendedores azarados ou aselhas não ficam acorrentados até ao fim da vida às suas dívidas. Aliás, é até frequente haver pessoas orgulhosas dos seus vários "flops".
O artigo dizia ainda que esta situação, com a crise do ano passado, tem tendência a mudar. A "almofada" já não é tão generosa, sendo expectável que o falhanço venha a perder popularidade.
Isto hoje a propósito do flop do cartaz que se pretendeu intrigante e que visava uma pré-divulgação da nossa oficina de dança. A ideia foi boa, a execução já não pois não alcançou os resultados. Podemos aprender com este falhanço. Por exemplo, há algo que as empresas fazem antes de lançar um novo produto que é uma teste a grupos-alvo. Dão a experimentar, por vezes, fazem reuniões onde põem as pessoas a debater quais os factores que as levam a optar por esta ou aquela marca, assistem a um filme e vêm as reacções. Nós limitámo-nos a imaginar aquilo que as pessoas iriam pensar e não testámos, nem sequer connosco próprios. Tão importante como uma boa ideia é depois a sua execução.
Faremos melhor da próxima vez.

Uma imagem que irá, em princípio, ser a base do cartaz de divulgação das nossas oficinas deste ano. Que aliás, têm andado em bolandas de uma data para outra e ainda não se fixaram.