Numa escala de 1 a 4, sendo o algarismo mais alto o equivalente a silêncio total, foi esta a média encontrada nas respostas ao questionário.
Nada mau para uma primeira experiência e sobretudo pela fraca preparação. Fraca no sentido de não ter sido trabalhada nas turmas. Com efeito, toda a operação foi montada em dois dias, não se conseguiu chegar a todos os alunos, nem todos os professores estavam despertos ou receptivos.
Os não-docentes por seu lado aderiram com entusiasmo e a esmagadora maioria dos alunos também. Foi uma delícia ter estado sentada hoje num banco do pátio ouvindo as folhas recém-nascidas nos plátanos, os pardalitos na restolhada, vendo passar um homem-sandes, o prof. Madureira embrulhado em citações relativas em leitura, cabeça baixa, absorvido no seu livro. Ou, sentado na borda da cadeira, o Sr. Ferreira, livro pousado no colo, alinhando também. Depois, ao toque de saída, os alunos saindo calmos das salas, a serenidade prolongando-se um pouco mais, intervalo dentro.
Algumas impressões: o prof. Manuel perguntou a quem saía o que tinha achado. Em dez grupos, nove tinham achado giro, tinham gostado, "devíamos repetir". A prof. Gabriela disse que na sua turma quando tocou os alunos disseram "já?"; até agora, a descrição de que gostei mais foi da prof. Isabel. Contou que foi uma batalha renhida para os demover de usar os leitores de mp3 "sem música não me consigo concentrar!" e afinal portaram-se muito bem (uma turma enérgica, alegra, desorganizada o costume num décimo ano) e apreciaram..... o silêncio.
Não me recordo do termo exacto mas a conclusão da professora foi "temos mesmo de os forçar a determinadas experiências". Pois. Sucede sempre, uma e outra vez.