segunda-feira, 29 de março de 2010

tempo

para parar, olhar, analisar.

"Em trânsito" já está. Concebeu-se, planeou-se, projectou-se, montou-se e eu sei lá mais que verbos. Apresentou-se.
Falta ver - de fora - e avaliar com a frieza possível. As fotos podem ser melhores que os filmes ou, no mínimo, são um bom complemento. Porque cristalizam o momento, permitem ver tudo, até a energia.

Da 2ª edição em diante tivemos centenas de fotos; cheguei por diversas vezes a fazer uma escolha de modo a reduzir o número a um montante analisável. Falhei sempre nesse processo sem chegar a perceber porquê; anotava os números que queria manter numa folha e depois mandava os outros para o lixo. Aquilo não resultava e recomeçava de novo, acabei por ficar sempre com um número demasiado elevado. Será talvez mais fácil para os intérpretes pois podem adoptar o critério de escolherem apenas as fotos relevantes das peças onde entram. Ou até mesmo de apenas as suas fotos ou aquelas das cenas onde entram.

O prof. Lino chegou ao pé de mim a rir-se na quinta-feira, dizendo "eu vou-te pedir uma coisa que tu sabes qual é não sabes?" Eu não sabia e a minha cara deve tê-lo dito; ele acrescentou depois da pausa da praxe "é apagares as fotos todas de ontem. Só agora as vi e estão todas horríveis. Não sei o que se passou com a minha máquina " (e etc e tal). Respondi-lhe que tinha salvo meia dúzia e ele aceitou.


(esta é uma das felizes sobreviventes)

Entretanto, na quinta-feira estive no final a conversar com vários alunos da 2ª edição. Gosto sempre de ouvir os seus comentários e apreciações, afinal são informados, têm mais conhecimento de causa que quaisquer outros espectadores. O Faustino, sempre cordato e simpático, referiu-se à "limpeza" dos movimentos, neste caso, à falta dela. Concordo e subscrevo.

Essa questão é analisada com mais facilidade num registo vídeo. Todas as outras, quiçá, resolvem-se bem pelas fotos.