Há uns tempos coloquei aqui um vídeo da primeira sessão de jazz nas caves. Fiz umas considerações banais sobre imagens e palavras; na realidade tinha ficado bastante desiludida ao ver o filme completo - e comentei-o até com o seu autor, o cameraman José Alvega - por não se ver nada mais além da banda. É que eu nesse dia tinha estado "de serviço" ao auditório onde se desenrolava uma outra actividade e dei apenas uma saltada às caves. Irritada, invejosa, era ali que eu queria estar, consolei-me pensando "ao menos depois vejo o vídeo". Mas afinal o vídeo só tinha os músicos, não os outros protagonistas tão principais - os espectadores participantes.
Na sessão do Dixie levei a minha câmara fotográfica decidida a captar o fantástico ambiente. Bom, sucederam duas coisas:
- a primeira é que fomos enganados. De swing a sessão teve muito pouco, isto é, as músicas escolhidas não davam para dançar (com excepção de uma, mas essa serviria para despertar; sendo singular, digamos que a festa morreu na praia). Foi uma sessão morna, um ambiente sacralizado, ai não me toques, não se fala enquanto eles tocam, palmas correctas no final de cada peça. Foi pena, tinha convidado todos os ex-alunos da dança, de algum modo, ainda bem que não foram, não ficaram desiludidos. Por outro lado, talvez tivessem feito a festa, quem sabe?
- a segunda é que por vezes uma câmara fixa capta bem melhor o ambiente em redor que uma panorâmica. No vídeo do Dixie, o barulho de fundo dá uma bela ideia da vivacidade da sessão. Não sei até que ponto, a captação das imagens não iria arruinar a nossa projecção.
A fidelidade deste excerto ao original, isto é ao ambiente naquela noite, é reduzida. Não foi assim tão mau, apesar de tudo até valeu a pena. Uns pelos outros, porque saímos de casa, porque o local é mágico, pelos rissóis da D. Celeste e, ao contrário do esperado numa noite gélida, as caves estavam bem quentinhas.
Na próxima quinta-feira, 21 de Janeiro haverá nova sessão, desta feita o Be bop
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
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