O programa refere apenas o dia 10 mas pelo que percebi as actuações vão estender-se por três dias, sendo a estreia já amanhã. Não sobe à cena, sim desce às caves (ena, que trocadilho tão fácil), a peça Dominó.
É mais um exercício (do que uma peça) disse alguém. Em qualquer dos casos, uma oportunidade para reentrar nas catacumbas da escola. É (foi) um espaço belíssimo, assassinado por arquitectos (seriam?) sem coração há uns três anos, aquando do reforço da estrutura do edifício. Perderam a aura em favor do progresso, enfim, sejamos justos, da solidez e segurança. Não quereríamos que, a um abalo rotineiro, ruíssem as paredes sobre nós.
O grupo, pelo que percebi, surge na sequência de um de teatro escolar da Escola Maria Amália. Algo que os nossos mais recentes - falo dos últimos quatro anos - esforços ainda não produziram. Não por falta de vontade dos alunos, pareceu-me, outros constrangimentos terão sido mais pesados. Este ano, pelo contrário, um pequeno embrião já arrancou e tem trabalhado às quartas-feiras, desta feita no sotão.
Quanto ao Dominó, uma sinopse apelativa, diria. Ao encontro de muitos pulsares de tantas protagonistas dos vários Dança Camões.