segunda-feira, 6 de julho de 2009

festival internacional dança oeiras

É aqui mesmo à minha porta, não muito longe da vossa.
O programa ecléctico e de alta qualidade.

Consultem! E inscrevam-se.

Ontem, a convite das minhas filhas, fui ver um espectáculo de um grupo amador aqui de Oeiras. Foi no Casino Estoril, numa sala relativamente pequena, o dobro da nossa, talvez, mas com uma inclinação muito ténue. Os nossos lugares eram bem recuados o que foi pena pois o espectáculo foi muito bom. Gostei das várias peças - entre a dança jazz, as orientais e umas misturas de salsa com contemporânea. Aliás, as ligações estavam muito bem. Não sou grande fã quer das orientais, quer das danças sociais em espectáculos deste cariz mas neste estavam óptimas. Apelativas, criativas, nada previsíveis.

Enfim, com uma excepção: numa das peças utilizaram aquela música Mambo number five e não teve nada a ver com a "nossa" do ano passado. De facto, tenho de confessar que estive todo o espectáculo em duas camadas, ou dito de outra forma, em dois níveis de percepção (às vezes três, quando me ocorria uma ou outra abordagem para o próximo ano). Um nível, o de apreciação pura, o desfrute, o deleite, a entrega ao momento. Um segundo nível, uma certa irritação por elas serem tão boas e nós estamos ainda tão aquém. Não é comparável de modo nenhum, apresso-me a dizer. Elas poderão ser amadoras mas dançam há anos e anos. Mesmo a mais recente (uma amiga das minhas filhas) veio da ginástica acrobática, o que tem imensa transferência. E por fim, têm uma excelente professora. De dança. Faz toda a diferença. Seria como, em Março levar uma equipa de basquetebol de desporto escolar formada em Setembro a defrontar uma equipa federada de um clube com pergaminhos.

Toda esta conversa também para dizer que uma das professoras que dá oficinas neste festival Fido, é a professora Paula Careto, a coreógrafa de Estados da Alma, o espectáculo de ontem. Tenho imenso pena dos afazeres da escola não me permitirem frequentar.

Regressando lá atrás, às comparações tontas, fiquei muito contente, uma vez mais pela qualidade que alguns dos nossos trabalhos conseguem, ainda assim, alcançar. E não me refiro, evidentemente, apenas ao Open Bar. Temos, ao longo destes três anos, peças muito boas, momentos brilhantes, apontamentos comoventes.