o Verão, o fim de um ciclo, o interregno antes do começo de um outro, a amizade, os laços, o bom tempo, o ar livre, o sol que continua subindo um pouco mais em cada dia, o que quisermos.
Este bairro onde vivo é muito bem concebido. Tem uma zona central com jardim infantil, campo de jogos e respectiva sede, campo de ténis, tudo rodeado por prédios baixos. Depois, uma rua larga circular com mais prédios baixos no lado de fora. Estacionamentos amplos, exposição solar igual para todos (ninguém faz sombra a ninguém) jardins cuidados.
Há um sentimento de aldeia, muitos conhecem-se de há trinta anos. Ajuda, creio, o bairro ter sido comercializado no "ultramar" no início dos anos 70 e ainda nos emigrantes europeus. Com a descolonização os primeiros habitantes acabaram sendo os "retornados" com toda uma vivência particular e diferente dos metropolitanos. Uma excelente capacidade de iniciativa, vontade de se organizarem, alegria de viver, desde logo constituíram um clube cultural e recreativo que pouco a pouco foi crescendo.
Todos os anos as festas do clube animam o bairro e arredores. Estão cada vez mais elaboradas sem perderem a espontaneidade, o "terra-a-terra". Fazem o típico churrasco e em cada noite há um programa diferente. No próprio clube há um grupo de danças de salão, de danças populares, do ventre, já houve hip hop e sevilhanas. Depois convidam este ou aquele grupo.
Este exemplo é de alunos de uma escola que, imagino, a Marlene há-de conhecer por ficar em Rio de Mouro. Fizeram uma abordagem gira às danças de salão, aqui o cha cha cha. Fizeram também rumba cubana, jive e hip hop.
Filmado da minha janela, dei em voyer.
Jive, não sei se com o grupo avançado de danças de salão do bairro (há agora 4 níveis), se com convidados. Pouco importa, são estonteantes.