
O acerto nesta figura é excelente, um sincronismo perfeito resultado de muito treino, inúmeras repetições e, claro, dedicação sem limites.
(por lapso, naquele dia em que transferi as fotos do prof. Lino e do Filipe para o meu computador extraviei este lote, talvez o melhor de todos, tem fotografias magníficas)
Aproveito para repetir o que disse na altura: não há alinhamentos unânimes. O que ficou como definitivo teve como pressuposto uma coerência no espectáculo, um equilíbrio de géneros de dança (não colocar dois tangos na mesma parte, por ex.), alternância por um lado, continuidade pelo outro, palco mais cheio vs peças com menos gente, em suma um espectáculo tão interessante para o público quanto possível. Tentei ainda, dentro da coerência acrescentar algum encadeamento histórico em pequenos agrupamentos de peças.
O facto de uma pessoa entrar 4 vezes numa parte e nenhuma na outra foi absolutamente irrelevante; o facto de entrar em duas peças seguidas foi cuidadosamente ponderado mas os argumentos apresentados em cima, suplantaram a inconveniência.
Se o alinhamento traduz uma visão, a minha visão? É verdade, dificilmente poderia ser de outro modo. Mas não reflecte de modo nenhum uma hierarquia seja do que for. A título de exemplo, o alinhamento do Ao ritmo do Camões. Foi tão polémico como este, muito franzir de sobrolho, ranger de dentes, tudo igual. Uma peça que todos quantos assistiram se lembrarão este e por muitos anos (a tensão na sala era palpável em cada apresentação) estava perdida no meio de uma das partes. Não iniciava nem finalizava. E todos nos lembramos dela. Quando as coisas têm valor não precisam de muleta, ou como dizia o Manuel Campos "ao mau jogador até o bigode o incomoda".