segunda-feira, 25 de maio de 2009

e onde é o bar

da universidade?, respondeu-me um colega a um reenvio de um email informando da abertura de um curso de pós-graduação na Universidade Aberta. Dei uma gargalhada mas logo de seguida sobrevém um arrepio, o mesmo que tive no noutro dia em pleno conselho pedagógico quando se discutia as futuras intervenções na nossa escola. O ambiente era de alguma euforia quando alguém descrevia as melhorias para breve, cada um imaginando o seu sector brilhante, moderno, arrumado, todo o material necessário à distância de um braço quando o presidente do pedagógico deitou água na fervura. Falou em hipotecarmos o futuro ao fazermos obras e transformações de milhões de euros que demorarão 30 anos a pagar. Daqui a 30 anos, disse, as escolas não serão como são hoje. Provavelmente nem haverá escolas como agora as conhecemos, senão vejamos as universidades. O número de cursos online aumenta todos os dias, daqui a meia dúzia de anos faremos um curso universitário a partir de casa.

Encolhi-me lembrando-me da educação física. E como vai ser a educação física? Em frente do computador jogando jogos virtuais? (como aliás já há), fazendo abdominais e dorsais ao jeito da Jane Fonda nos anos oitenta?

Mas é claro que o prof. Manuel Gomes tem toda a razão. Volta e meia também ouço umas lições de cursos universitários no youtube e maravilho-me, uma vez mais, com os horizontes da internet. Mas e o bar? (eu nem fui frequentadora, ia às aulas e vinha para casa ou para todos os outros afazeres; ainda assim, relacionar-me era uma opção).

Comemorar os 100 anos adquire agora uma outra urgência.