Esta é semana de todos os debates, apresentações, palestras, documentários. Sem o dom da ubiquidade, todos teremos de escolher.
Eu amanhã escolho o Debate sobre consumismo promovido e organizado pelo Maca (Movimento Activista por um Camões Alternativo). Ontem cruzei-me com alguns dos organizadores que carregavam tijolos, meti-me com eles mas fiquei sem perceber qual a razão da penitência. À tarde, no meio do pátio norte, vejo uma árvore seca pintada de azul, coberta de lixo. Céus que coisa horrível!, pensei, as "artes estão demasiado vanguardistas" (sempre o juízo precipitado). Reconhecidos os tijolos, bordejei a instalação, percebo o seu propósito. Genial!, impossível de passar despercebido, este não será um debate a que não iremos porque não vimos o seu incaracterístico cartaz no meio de dezenas de outros incaracterísticos cartazes.
Um caso em que o horrível resulta sem ser gratuito. Não é fazer feio para que se destaque, está bem adequado ao tema. Provoca e desafia.