domingo, 22 de março de 2009

making the best of it (2)

(foi a semana das línguas, tenhamos presente. Gosto muito desta expressão, qual será a nossa equivalente?)

Uma catástrofe, o dia de hoje, poderíamos pensar. No mínimo, uma total perda de tempo; todas as gravações de luzes deitadas para o lixo, teremos de recomeçar do zero na segunda à tarde depois de um ensaio geral sem elas. Bom, eu não vejo a questão assim e com isto interrogo-me, arrepiando-me quase à náusea, se não tendo perigosamente para me tornar uma laurinda alves. Ultrapassando este temor, a verdade é que no meio do desespero da parte final da tarde em que fomos confrontados com o bloqueio do sistema, ainda assim, apreciei (adorei, mesmo!) assistir a isto.



Aqui é o ragga, com o André a fazer de Ricardo, a Filipa e a Marta de outras colegas, antes tinha sido o Miguel a fazer de James Bond, a Filipa de Tatiana, enfim uma sucessão alucinante de diferentes papéis. Como é possível memorizar tantas coreografias e executá-las assim com esta alegria?

Não é possível sairmos aborrecidos do auditório.

E de qualquer modo não foi tempo perdido. Este ano apesar de não parecer, tivemos ainda menos horas de auditório com João que nas edições anteriores. E faz toda a diferença o técnico conhecer as nossas peças. Não sendo possível um planeamento e gravação ao mais ínfimo detalhe, são muitas peças, muitos arranjos, havendo familiaridade há maior rapidez de resposta e até de intuição.