terça-feira, 10 de março de 2009

enquanto

os segundos de um qualquer relógio digital (havia um na Praça de Espanha um ano e tal antes da Expo 98, eram muito pequenos não devem lembrar-se) andam para trás, alertando o passante da aproximação da data do objecto do seu desejo (ou daquilo que se pretende seja o objecto do desejo, o marketing, o marketing) e pressionando o organizador "só faltam 258 dias, 9 horas, doze minutos e 56 segundos para..." apelo às escassas técnicas de descompressão que tenho disponíveis, numa tentativa de evitar o pânico.

Um pouco de drama não faz mal a ninguém, penso aliás que todos os que embarcámos neste projecto apreciamos muito o drama. Pois. Mas eu vejo as plaquinhas dos números do mostrador do tempo a abrirem e a fecharem, aliás ouço-os na minha cabeça à medida que a medida se altera. Já não faltam meses, as semanas transformaram-se em dias (menos que quinze neste momento) e quando menos dermos por isso, temos meia dúzia de horas à nossa frente.

Encho devagar o peito de ar e solto-o com fragor. A minha cadela faz isso quando está aborrecida, é uma técnica contagiosa. Eficaz, proporciona um alívio momentâneo. Um pouco ao género do que aprendemos com a Joana Maria na sua aula de expressão corporal.

Outra é organizar-me na cabeça, listas de tarefas, falta isto e falta aquilo.

Racionalmente não há razões substantivas para tanta ansiedade. Nunca estivemos tão prontos a 14 dias da estreia. Assiste-se este ano a uma convergência de esforços, de colaborações vindas de várias frentes, a uma capacidade de organização por parte dos alunos superior às restantes edições.

Pois, mas estamos longe ainda da perfeição aceitável naquilo que realmente importa - o palco. Temos tempo, sim.



Um bom exemplo de confluências.