Um pouco de drama não faz mal a ninguém, penso aliás que todos os que embarcámos neste projecto apreciamos muito o drama. Pois. Mas eu vejo as plaquinhas dos números do mostrador do tempo a abrirem e a fecharem, aliás ouço-os na minha cabeça à medida que a medida se altera. Já não faltam meses, as semanas transformaram-se em dias (menos que quinze neste momento) e quando menos dermos por isso, temos meia dúzia de horas à nossa frente.
Encho devagar o peito de ar e solto-o com fragor. A minha cadela faz isso quando está aborrecida, é uma técnica contagiosa. Eficaz, proporciona um alívio momentâneo. Um pouco ao género do que aprendemos com a Joana Maria na sua aula de expressão corporal.
Outra é organizar-me na cabeça, listas de tarefas, falta isto e falta aquilo.
Racionalmente não há razões substantivas para tanta ansiedade. Nunca estivemos tão prontos a 14 dias da estreia. Assiste-se este ano a uma convergência de esforços, de colaborações vindas de várias frentes, a uma capacidade de organização por parte dos alunos superior às restantes edições.
Pois, mas estamos longe ainda da perfeição aceitável naquilo que realmente importa - o palco. Temos tempo, sim.

Um bom exemplo de confluências.