Este, criado e interpretado pelo António. Realço alguns aspectos de que gosto muito: a convicção e segurança com que é executado. Reparem que o olhar conduz/inicia todas as primeiras acções. O António olha para cima, olha para baixo, olha para trás. Nunca deixa o olhar perder-se. Gosto do uso do tempo, também. E da energia. Há contenção e explosão, há fluidez, há suspensão.
Depois, sendo um trabalho abstracto é engraçado conseguirmos identificar algumas fontes de inspiração do criador - a passagem da bola por baixo das pernas, no basquetebol (ou a mudança de mão, no drible), o "passo base" da capoeira. Quer aqui na AP, quer nas aulas de educação física (quando abordamos a dança) instigo os alunos a aproveitarem - estilizando - os vários elementos técnicos das modalidades que eles já praticam há tantos anos. Todos eles são passíveis de estilização, no fundo estripar-lhes a sua essência, mantendo-lhes as características baléticas. O ano passado cheguei a pedir ao prof. Alexandre que nos fosse dar uma aula de artes marciais. E ele foi e foi até muito bem recebido, a aula correu lindamente. (mas se houve aproveitamento para os trabalhos finais, isso não foi visível).
A partir de agora, tenho este trabalho do António para ilustrar a "dica". (fiz o teste aqui em casa e resultou "vê lá se identificas aqui algo de conhecido""........ah!, é basquete :)")
Finalmente, um reparo que foi constante em quase todas as apreciações. As meias, as malfadadas meias. Se "o plié é o melhor amigo da bailarina" e já nem sei onde ouvi esta afirmação, então, terei de dizer que as meias são o maior inimigo do bailarino.