As quintas melhores do mundo - o que quer que seja que isso signifique, a ginástica acrobática é um desporto obscuro, desconhecido de grande parte dele - do momento. O que não retira qualquer mérito à fantástica proeza.
O meu irmão Filipe veio despedir-se delas, na véspera da partida. Bem tarde na noite (os treinos nem acabam a desoras, há é que acrescentar a hora e meia de banho e transportes), tocou à porta, entrou, abraçou-as e anunciou-lhes com o ar grave de político sob os holofotes "queremos medalhas". Desmanchámos-nos a rir. Ele não perdeu a compostura "e se por acaso não as trouxerem, não queremos cá desculpas esfarrapadas. Inventem qualquer coisa com nexo". Acho que já estou a romancear, o remate da frase não foi bem assim, já nos ríamos tanto que não fixei.
Obtiveram o melhor lugar possível, as quatro primeiras como se depreende pelas classificações obtidas, actuam noutro patamar.
Devem estar muito felizes neste momento.
(eu nem sou das mães que leva isto muito a sério. Aliás, a treinadora, cada vez que me vê a assistir a uma competição faz uma festa "ena! está cá hoje!?" Eu fico sempre levemente ofendida mas tenho de conceder que é justo. Desta vez deu-me forte talvez por visualizar todas as noites de inverno que vêm para casa tardíssimo, a estudar no comboio para tentarem - e conseguirem - conciliar 5 horas de actividade desportiva com a vida de estudante e os seus horários pouco amigáveis).
Aguardo o seu regresso para colocar aqui uma foto do campeonato com a fatiota a sério.