quarta-feira, 23 de julho de 2008

contradança


Conheci a Laurence no encontro de dança antiga em Vila Nova de Gaia, no ano passado. No final do encontro ela tinha reservado alguns dias para conhecer Lisboa; convidei-a, naturalmente, a ficar em minha casa. Mostrei-lhe um pouco a cidade, foram só dois dias e meio.

Este ano regressou para o curso de Sintra, o tal que eu não consegui ir. Gostou tanto de Lisboa que planeou mais uns dias para cá. Convidei-a novamente, claro, ela é uma bem disposta e muito simpática. Estava acompanhada de mais duas francesas, vieram todas. (isto por este andar, termina em camarata. No próximo ano serão 9 e em vez de cinco dias, ficarão uma semana, não sei se darei conta do recado.)

Como tenho estado muito ocupada na escola, pouco mais dei que guarida. Ontem, à despedida, insistiram em mostrar-me uma (enfim, parte) das coreografias que aprenderam.
É uma contradança e é dançada com quatro pessoas.

A Laurence é professora de música, ensina violoncelo, daí a facilidade em trautear a música. A Pier Martine (de calções) dança com ela e a Typhaine não aparece neste pedaço pois estava a fazer festas à Pinha que a adoptou. Foram umas noites engraçadas, com elas a contarem-me as peripécias do dia rindo-se perdidamente, eu percebendo aqui e ali uns pedaços (o meu francês rudimentar melhorou muito o ano passado mas depois o pousio fê-lo recuar; agora este novo incremento também não irá durar, é uma pena) mas rindo sempre - a Laurence tem imenso jeito para imitar tudo.

As pontes que a dança vai criando. (poderia ser a pesca, o malabarismo, a observação de pássaros, o gamão, qualquer pretexto é bom)
O Andanças vem aí.