"É de confiança este Nuno Cardoso, stora?" oiço ainda o timbre da voz do Nelson, do 12º h, enquanto, no ano passado, se preparava para responder à pergunta no teste de educação física. Questionava-me sobre a credibilidade do autor e esta questão daria pano para mangas. Não será por aí que quero ir hoje, a ironia no seu tom de voz faz-me sorrir, dispõe-me bem.
O mais importante é o amor, dirão alguns de vocês. Outros, o reconhecimento social, a água, a família, as possibilidades são bastantes.
Errar. Este arraial teve defeitos, ia escrever imensos, seria exagerado. Um deles, o "espectáculo" assim entre aspas pois foi um espectáculozinho não seria o que as pessoas esperavam. Olho esta foto e sinto uma ligeira frialdade cá dentro, fruto da decepção que creio ter causado nas pessoas. Vejo a prof. Gilda que trouxe os pais para algo que ela pensou ser ser "um ritmo". Nunca pretendemos que o fosse, não acredito que o devesse ser. Já o disse aqui e em voz que deve ser uma actividade de escola. A cantoria do alemão, o teatro do inglês, o latim, o francês, o português apresentando os bons trabalhos realizados ao longo do ano. A ed. física eventualmente, com a acrobática como aliás fizemos em Junho de 2006 e que, de algum modo, esteve na génese da nossa área de projecto. Pela receptividade junto da comunidade escolar, pela adesão que suscitou junto dos alunos.

Como os pais da prof. terão havido outros participantes decepcionados com a primeira parte. Poderia ter sido evitado com uma melhor preparação, com uma divulgação mais cuidada. Aspectos a corrigir no próximo ano.

Não há estatísticas de participantes, o grupo de professores e amigos de professores foi significativo, o de pais e famílias também. Arriscaria a dizer que houve um belo equilíbrio ao longo da festa. Por algum azar no timing, esta foto não exprime muita animação mas estes professores penso que são dos indefectíveis. Contava-me o prof. Ricardo, na véspera enquanto testava o equipamento, das festas de arromba que se faziam há uns anos. O prof. João Jaime (foi presidente do CE durante alguns anos, num outro ciclo da escola) defendia que há que fazer, se não se fizer nunca se saberá, não haverá oportunidade a corrigir seja o que for. E por isso encorajava e apoiava todas as iniciativas válidas.
Esta festa teve outro benefício indirecto. Fui levar a D. Clarisse a casa; durante todo o trajecto foi-me falando, com saudade, das festas passadas. Muito animada, percebia-se a sua satisfação por ter contribuído com o seu trabalho para o sucesso do arraial. Ela, que não prima pela loquacidade, tem afinal esta faceta tão simpática. Somos todos mais complexos (e completos) que imaginamos.