sexta-feira, 2 de maio de 2008

tempos de incerteza

No ano passado o meu irmão mais velho mandou-me um email com um anexo - um vídeo - que não abria no meu computador. Ouvia-se a música mas imagens - zero. Ele nunca me manda coisas (nenhum de nós tem esse hábito), o texto com que acompanhou o envio era de molde a despertar-me a curiosidade, a música (celta, creio) também. Ao fim de inúmeras tentativas frustradas, várias semanas no esforço, desisti e fui a casa dele ver o dito anexo.

Tinha a ver com educação, claro!, era no fundo uma apresentação com dados estatísticos que nos faziam pensar. Tenho um péssima memória para estas coisas, não me lembro dos números, sim da ideia base - a certeza da incerteza do futuro. Os empregos para os quais vocês se vão candidatar não existem hoje. Não falava de posições, sim de tipos de trabalho. Não era um vídeo pessimista ou derrotista, pelo contrário. Muito estimulante tal como este debate que tenho vindo a seguir. Alguns de vocês querem seguir para arquitectura, quem sabe não virão a participar em projectos que nos trarão - aos que ficam - um ambiente melhor.

E hoje, seguindo outro caminho - mergulhando no interior para lá do invólucro e mantendo o optimismo, parece legitimar um pouco mais (como se fosse preciso) o nosso projecto. A criatividade. O risco. Mas vou citar, recomendando a leitura integral bem como o visionamento do vídeo que lá está (já o vi há uns tempos, irei também revê-lo).
Uma Escola que tem de servir de abrigo para a experimentação e a expressão de formas de inteligência bem diferentes daquelas promovidas por modelos passados. Um lugar onde o objectivo não se pode resumir a evitar o erro; antes promover o risco, a originalidade, a criatividade.

Para terminar, este debate dos edifícios escolares é-nos particularmente interessante na medida em que é suposto, no próximo ano lectivo, iniciarmos as comemorações dos 100 anos do edifício do Liceu Camões. Aliás, o projecto da dança irá, em princípio, focalizar-se nesse tema - 100 anos de danças.