sábado, 17 de maio de 2008

partilha de experiências

Fui, como vos disse, à Escola Secundária do Restelo. O auditório deles é bem diferente do nosso, como aliás seria de esperar. Trata-se, na realidade, de uma sala de alunos (numa escola dos anos 80 do séc XX) adaptada. Tem um palco - um estrado de madeira com cerca de 80 cm, cortinas, alguns projectores. Entradas e saídas pela frente, som portátil. Seria e será possível dançar-se ali; porém, o nosso espectáculo perderá bastante, a adaptação teria de ser tal que deixaria de ser aquilo que foi e passar a ser outra coisa Por esse motivo fiz o convite para que a visita fosse à nossa escola. Também é interessante para eles irem a outra escola e, sobretudo, terem acesso à "real thing".

Agora, trata-se de eles obterem autorização e nós também. Na sexta já não consegui falar com o nosso conselho executivo, fa-lo-ei na segunda. O convite manteve a terça às 10 da manhã, abriríamos à escola novamente.

adenda - não queria de modo nenhum passar a ideia de alguma altivez, bem pelo contrário. O meu gosto pelas "artes do espectáculo" em meio escolar reforçaram-se numa escola com condições muito parecidas (para pior) à do Restelo. Duas vezes por ano, construíamos um palco no refeitório, um refeitório um pouco maior que o nosso. Juntávamos mesas, ligando os pés, cobria-se com papel de cenário, penduravam-se cortinas de flanela preta, montavam-se três ou quatro projectores, trazia-se o som, arrumavam-se as cadeiras em fileiras e "toc toc toc" as pancadinhas de Moliére soavam. O público tinha de chegar cedo para arranjar um lugar sem pilares a obstruir a visão, tinha de ser disciplinado se queria ouvir as falas; ainda assim, guardo na memória - e não serei a única (um bem-haja ao prof. José António, de Filosofia) - as belas produções que ali subiram ao "palco". E o refeitório enchia sempre.