quinta-feira, 1 de maio de 2008

custos ocultos

e benefícios diferidos.

Acabei de entregar a minha declaração de irs. Fora de prazo, daqui a uns meses recebo uma carta registada que terei de ir levantar aos correios porque ninguém estava em casa para assinar o aviso de recepção. Irei pagar a multa, consolando-me para dentro "é mais barato que a conta do psiquiatra". Chega-se a uma idade em que percebemos que mais vale deixar fugir uma ponta aqui, outra ali. A bem da sanidade mental. Só hoje tive cabeça - e tempo ininterrupto (6 horas para ser precisa) - para me dedicar ao preenchimento do modelo 3 e seus anexos. Deduções, 5%, 21% essas coisas.

Amanhã e depois vou dedicar-me ao relatório. Para esse, preciso de algum tempo de distanciamento. Logo, logo a seguir, ainda está tudo demasiado quente, as impressões atropelam-se, os incidentes parecem graves em desproporção. Depois, a poeira assenta e a análise mais fria tem lugar para acontecer.

Vocês têm muitos trabalhos agora, é verdade. Mas por outro lado, com um pouco de disciplina - por exemplo, escrever uma folha por dia ou os tópicos hoje e um ponto por dia a seguir - conseguirão pela certa fazer um melhor trabalho, mais reflectido, mais maduro que escrever um relatório numa noite.

A multa será o menor dos meus custos ocultos deste projecto. Espero que vocês não tenham nenhum; pelo contrário, não tenho dúvida que os benefícios - ainda que largamente diferidos no tempo - suplantarão aqueles.


Não está uma boa foto, nenhuma está. Mas gosto - e sei que me repito - desta sensação de movimento. Os saltos. Compreendam e perdoem esta fixação, alguma reminiscência da educação física com certeza. Uma das modalidades que mais gostava de dar era o atletismo com as suas provas técnicas; aqui no Camões, sabemos que não é possível. O salto da Flávia, com a sua altura (impressionante!) e leveza lembram o segundo salto do triplo. Hop, step, jump. É o step. Os outros, nas suas figuras abertas, expressivas são belos exemplos de contemporânea.