segunda-feira, 12 de maio de 2008

chula picada


Um momento de ensino da Chula Picada, dança originária da região do Minho (tal como o nosso querido O Malhão).

Este conjunto de duas aulas foi um magnífico exemplo daquilo que pode ser um bom projecto individual, dentro de uma Área de Projecto como a nossa. A Clara foi trabalhando com o grupo da turma mas por impossibilidades temporais - o seu estatuto de verdadeira trabalhadora estudante não lhe permitia comprometer-se com a produção do Ao ritmo do Camões - em determinado ponto teve de seguir o seu caminho.

Muito bem, como pudemos todos constatar na apresentação teóric; melhor ainda no dia do workshop, do seu workshop.

Não temos nenhuma foto da entrada do ginásio o que é pena. Foi-me muito grato ver ali, a certa altura, uma elevada concentração de batas azuis, as auxiliares sorrindo, os olhos brilhando e os pés a fugirem para o chinelo. Alguns professores que passavam por ali e não resistiram a voltear um pouco. Um, teve de ficar pouco tempo - afazeres prementes o chamavam - à despedida, sussurou-me "faz um rancho, eu estarei cá caído".

E nós, dentro do nosso "desajeitamento" lá fomos apanhando um pedaço da coreografia aqui, um passo ali. E divertimo-nos. Não que esse fosse o principal objectivo mas como disse a Clara, esta sessão tinha também como objectivo desmitificar "as figuras" que os jovens têm tanto receio de fazer.

Eu adoro folclore. Porque é difícil, porque são sempre danças de grupo, porque é belo, porque os dançarinos mesmo quando velhinhos parecem voar (em algumas danças, claro), pelos trajes, pelos adereços, pela energia.

E tem graça que todos nós somos naturalmente mais dotados para umas danças que outras. Vede a posição dos braços do Zé. Perfeita!