sábado, 17 de maio de 2008
autonomia
Às vezes dá-me para a poesia. Não tanto, não exageremos, digamos que deixo as palavras escorregarem para a lamechice [não é que eu não acredite nelas, eu acredito, mas de repente, aqui, parecem pirosas]. Este texto faz parte da introdução do meu projecto, do nosso projecto, deste projecto.
O contacto com o belo é uma experiência emocionante, libertadora, apaziguante. A dança, arte do efémero por excelência, vive da presença e no presente, elusiva, acontece e logo desaparece. Roçagante, toca e foge, deixando por vezes pouco mais que a sensação de uma miragem na travessia de um longo curso.
Mas se, o individuo é o produtor do belo, se é ele que desencadeia tão poderosas emoções em si e no outro, então o transcendente acontece e o efémero cristaliza-se.
As imagens são colhidas do debate de quarta feira. A Ana Sofia refere - precisamente - a questão da produção em conjunto com a autonomia e o trabalho de equipa. Criar, interpretar, produzir. Analisar, reflectir, apreciar/avaliar. Criar de novo, nova voltinha, nova viagem.