Há quem não precise, há quem se dê bem, há aqueles para quem elas são imprescindíveis. E ainda há quem - conheci um - faça listas de listas e ainda assim consiga perdê-las a todas. Incorrigíveis.
Em qualquer ponto do espectro que nos situemos, elas são-nos úteis. Mesmo que a sua utilidade se esgote no acto de as fazer. Ordenamos as tarefas e, em simultâneo organizamos a cabeça. Um pouco ao jeito das cábulas. Não precisam de ser usadas, espero bem que não sejam usadas, mas fazê-las pequeninas obriga-nos a resumir os assuntos ao essencial. Corta, corta, corta mas sem que se perca o contexto - o antes e o depois - e a essência.
Há muitos processos de fazer listas. O meu irmão Filipe, o que organiza eventos, contrata-me de vez em quando para monitora. Manda a todos umas folhas de excel com a missão geral, as actividades a realizar, funções e tarefas de cada um, postura de todos em geral. E depois, uma cronologia dos eventos com a responsabilidade individual muito bem definida e o horário - ao minuto - em que vai decorrer.
O programa nunca se cumpre, há sempre alterações de última hora, imponderáveis não assacáveis a quem quer que seja - nem interessa - o ajuste e reajuste são as palavras de ordem.
Se não houvesse lista os eventos cairiam, inevitavelmente, num caos. Com lista, são sempre um sucesso, o cliente fica satisfeito, volta a contratar o Filipe numa oportunidade seguinte.
É que com as listas sabemos sempre para onde saltar, em que ponto somos necessários, onde não fazemos falta, onde somos empecilhos.
Voltando a nós, é muito engraçado assistir às vossas soluções para os problemas que vão surgindo. A este propósito, o sistema de notação que a Mariana da turma i encontrou para registar os diferentes e sucessivos passos da peça de hip hop de modo a poder trabalhá-los em casa.
A foto? Bom, a Ermelinda não faz uma lista mas a concentração está fabulosa.