15 de Abril - ensaio geral
16 de Abril - 15h 15mn
17 de Abril - 19h 30mn
18 de Abril - 19h 30mn
Qual é o problema? O Sr. João tem um horário das 14 às 22 horas que não pode ser mexido. Assim, não podemos terminar depois das 21.00 (+/-, temos de contar com 30 minutos no mínimo para arrumar tudo). Não podemos, por isso, fazer nenhum espectáculo puro nocturno mas creio que o horário das 19.30 já permite aos pais, avós, tios, a sua comparência. Prescindem do jantar, fazem depois uma ceia com vocês.
O problema consiste agora no espectáculo da manhã. A prof. Isabel disse que iria negociar uma alteração de horário da D. São (que opera os cenários) e poderíamos contar com a ajuda de colegas mais experientes. Em princípio, será assim e faremos como estava previsto - 10h no dia 16 de Abril. A hora do ensaio geral está dependente dos mesmos factores.

A foto? Bem, o título que me ocorria para este post era Será desta? mas não quis agoirar. Acredito mesmo que sim, seja desta. E lembrei-me da foto e da situação que a inspirou. Sou eu e a minha amiga Filipa, na nossa segunda partida para o interRail. Dezassete anos acabadinhos de fazer, preparámos com cuidado a nossa primeira aventura. Estudámos trajectos e pontos de interesse, tirámos cartão das pousadas da juventude, comprámos um horário dos comboios ingleses (a decisão foi a de viajar todo um mês por inglaterra, gales, escócia), aprovisionámos (a mochila a rebentar levava sobretudo latas - uma de salsichas e uma de atum por cada uma de nós/dia, podem imaginar os quilos...) e lá fomos. Como se constata na foto de baixo, foi uma aventura partilhada - só faltou a fanfarra na partida. Amiga, família, tudo foi dizer adeus.

Não passámos a fronteira nesse dia 1 de Setembro de 1979. O revisor não o permitiu pois a Filipa (moça mais viajada que eu) não tinha autorização dos pais para sair. Eu tinha tirado o meu passaporte para esta expedição, o dela era anterior. Acontecia então como agora - os menores precisam de autorização dos EE para saírem. Porque o meu passaporte tinha menos de 3 meses, essa autorização estava implícita. Ela precisava pois o dela fora tirado numa outra ocasião em que viajara sem os pais. Foi uma terrível desilusão termos de abandonar o Sud-Express naquela tarde de sábado. Ainda nos vejo, na estação deserta de uma terreola do interior, desalentadas, tendo que regressar a Lisboa e sem dinheiro para isso. Estamos em 1979, tínhamos alguns francos franceses (poucos) e algumas libras, o resto ia em traveler's cheque. Não levávamos dinheiro português, não íamos precisar; lá andámos pela vila deserta até encontrarmos quem nos ficasse com uns francos em troca dos escudos suficientes para comprarmos o bilhete de volta a Lisboa.
Tivémos de esperar pela segunda feira para ela ir reconhecer a assinatura dos pais na dita autorização. E lá voltámos a Stª Apolónia para apanhar o Sud-Express.
Não foi a única peripécia daquele mês, foi sem dúvida a mais aborrecida.