sábado, 29 de março de 2008

listas

listagens, check lists e outras que tais.

Há quem não precise, há quem se dê bem, há aqueles para quem elas são imprescindíveis. E ainda há quem - conheci um - faça listas de listas e ainda assim consiga perdê-las a todas. Incorrigíveis.

Em qualquer ponto do espectro que nos situemos, elas são-nos úteis. Mesmo que a sua utilidade se esgote no acto de as fazer. Ordenamos as tarefas e, em simultâneo organizamos a cabeça. Um pouco ao jeito das cábulas. Não precisam de ser usadas, espero bem que não sejam usadas, mas fazê-las pequeninas obriga-nos a resumir os assuntos ao essencial. Corta, corta, corta mas sem que se perca o contexto - o antes e o depois - e a essência.

Há muitos processos de fazer listas. O meu irmão Filipe, o que organiza eventos, contrata-me de vez em quando para monitora. Manda a todos umas folhas de excel com a missão geral, as actividades a realizar, funções e tarefas de cada um, postura de todos em geral. E depois, uma cronologia dos eventos com a responsabilidade individual muito bem definida e o horário - ao minuto - em que vai decorrer.

O programa nunca se cumpre, há sempre alterações de última hora, imponderáveis não assacáveis a quem quer que seja - nem interessa - o ajuste e reajuste são as palavras de ordem.

Se não houvesse lista os eventos cairiam, inevitavelmente, num caos. Com lista, são sempre um sucesso, o cliente fica satisfeito, volta a contratar o Filipe numa oportunidade seguinte.

É que com as listas sabemos sempre para onde saltar, em que ponto somos necessários, onde não fazemos falta, onde somos empecilhos.

Voltando a nós, é muito engraçado assistir às vossas soluções para os problemas que vão surgindo. A este propósito, o sistema de notação que a Mariana da turma i encontrou para registar os diferentes e sucessivos passos da peça de hip hop de modo a poder trabalhá-los em casa.

A foto? Bom, a Ermelinda não faz uma lista mas a concentração está fabulosa.


sexta-feira, 28 de março de 2008

intercâmbio cultural

Como bem sabemos a nossa escola é muito dada a convívios internacionais. Este ano já lá estiveram italianos e franceses, creio. Chegou a vez dos alemães.

A prof. Claudina, de Alemão, pediu-me há já uns bons meses para recebermos na nossa aula de área de projecto um grupo dos ditos. Eu disse logo que sim, claro. E claro também, esqueci-me de pronto da data. Ela relembrou-ma já nos últimos dias de aulas do segundo período, será no dia 31 de Março, segunda-feira.

Pelo que percebi será uma visita informal, ou seja, eles andarão pela escola depenicando aqui e ali. Combinámos (eu e a prof. Claudina) que poderíamos fazer uma sessão de folclore português, aproveitando a embalagem do Malhão.



Podemos ainda, e na mesma onda, fazer O Círculo que correu tão bem.



Sei que não nos vem a calhar, o relógio está em contagem decrescente, mas a vida é mesmo assim. Desafios inesperados, propostas surpreendentes, às vezes coisas simples e simpáticas como esta.

quinta-feira, 27 de março de 2008

datas e horas

Já em período de férias houve novos desenvolvimentos relativos a datas e horários do nosso espectáculo. Não havendo ainda decisões finais finais (não, não é gralha), temos:

15 de Abril - ensaio geral

16 de Abril - 15h 15mn

17 de Abril - 19h 30mn

18 de Abril - 19h 30mn

Qual é o problema? O Sr. João tem um horário das 14 às 22 horas que não pode ser mexido. Assim, não podemos terminar depois das 21.00 (+/-, temos de contar com 30 minutos no mínimo para arrumar tudo). Não podemos, por isso, fazer nenhum espectáculo puro nocturno mas creio que o horário das 19.30 já permite aos pais, avós, tios, a sua comparência. Prescindem do jantar, fazem depois uma ceia com vocês.

O problema consiste agora no espectáculo da manhã. A prof. Isabel disse que iria negociar uma alteração de horário da D. São (que opera os cenários) e poderíamos contar com a ajuda de colegas mais experientes. Em princípio, será assim e faremos como estava previsto - 10h no dia 16 de Abril. A hora do ensaio geral está dependente dos mesmos factores.



A foto? Bem, o título que me ocorria para este post era Será desta? mas não quis agoirar. Acredito mesmo que sim, seja desta. E lembrei-me da foto e da situação que a inspirou. Sou eu e a minha amiga Filipa, na nossa segunda partida para o interRail. Dezassete anos acabadinhos de fazer, preparámos com cuidado a nossa primeira aventura. Estudámos trajectos e pontos de interesse, tirámos cartão das pousadas da juventude, comprámos um horário dos comboios ingleses (a decisão foi a de viajar todo um mês por inglaterra, gales, escócia), aprovisionámos (a mochila a rebentar levava sobretudo latas - uma de salsichas e uma de atum por cada uma de nós/dia, podem imaginar os quilos...) e lá fomos. Como se constata na foto de baixo, foi uma aventura partilhada - só faltou a fanfarra na partida. Amiga, família, tudo foi dizer adeus.



Não passámos a fronteira nesse dia 1 de Setembro de 1979. O revisor não o permitiu pois a Filipa (moça mais viajada que eu) não tinha autorização dos pais para sair. Eu tinha tirado o meu passaporte para esta expedição, o dela era anterior. Acontecia então como agora - os menores precisam de autorização dos EE para saírem. Porque o meu passaporte tinha menos de 3 meses, essa autorização estava implícita. Ela precisava pois o dela fora tirado numa outra ocasião em que viajara sem os pais. Foi uma terrível desilusão termos de abandonar o Sud-Express naquela tarde de sábado. Ainda nos vejo, na estação deserta de uma terreola do interior, desalentadas, tendo que regressar a Lisboa e sem dinheiro para isso. Estamos em 1979, tínhamos alguns francos franceses (poucos) e algumas libras, o resto ia em traveler's cheque. Não levávamos dinheiro português, não íamos precisar; lá andámos pela vila deserta até encontrarmos quem nos ficasse com uns francos em troca dos escudos suficientes para comprarmos o bilhete de volta a Lisboa.

Tivémos de esperar pela segunda feira para ela ir reconhecer a assinatura dos pais na dita autorização. E lá voltámos a Stª Apolónia para apanhar o Sud-Express.
Não foi a única peripécia daquele mês, foi sem dúvida a mais aborrecida.

quarta-feira, 26 de março de 2008

produção




Na terceira aula do primeiro período fomos até ao auditório. O Sr. João conduziu a visita, no final trocámos as primeiras ideias sobre o nosso espectáculo. Na sequência, foi-lhes dada uma folha com um esquema das principais tarefas na produção de um espectáculo de dança.

Agora, hesito um pouco. É que não sei quem lê isto mas até posso imaginar. A questão é a seguinte: há imensas tarefas a tratar, quantas mais forem pensadas, planeadas, organizadas por vocês, melhor. Melhor para vocês, claro está. Desenvolveram mais habilidades, ganharam outra desenvoltura.

Acontece que eu sei que alguns de vocês estão de alma e coração na concepção/criação/interpretação/figurinos/cenários/música. Não têm tempo para mais, nem têm de ter. A ideia é que o "Ao ritmo do Camões" seja um trabalho de equipa.

Mas há algumas pessoas mais folgadas. Sugiro que - pelo menos - agarrem na dita folhinha e procurem ver se podem ser úteis. A iniciativa tem de partir de vocês, afinal estamos a querer desenvolver a autonomia.



Ah!, e as fotos não têm nenhuma mensagem subliminar, não pretendo dar recados nem espicaçar ninguém em particular. Ilustram apenas os momentos em que se pára para pensar. Em grupo.

terça-feira, 25 de março de 2008

detalhes

(e a importância deles)


São anos de treino para se chegar a esta (simples) pose. Acrescidos a muita vontade, brio, capacidade de sofrimento, bons feed-backs e podia continuar a lista por mais um pedaço. A ideia é outra. É uma vez mais a de ilustrar, neste caso a de atenção aos detalhes. Não os da foto, esses precisariam como digo de anos, sim dos outros, dos que estão à nossa altura, daqueles em que conseguimos intervir. Os figurinos, os adereços, os cenários (alguns), a montagem das músicas.

Deles, irá também depender a qualidade final do nosso produto, não os descuremos.

segunda-feira, 24 de março de 2008

no espírito

(certo)

A presença de espírito seria outra hipótese de título para este post, a prontidão ainda outra. A fotografia ilustra a atitude na perfeição. É um pouco bizarra, está com excesso de brilho, ainda assim percebe-se bem a junção de dois terminais por um processo nada ortodoxo. Eficaz, porém, qualidade ali mais pretendida.



Aconteceu no primeiro dia de workshops, eu tinha-me esquecido de preparar a extensão do microfone (o cabo dourado estava no auditório), tinha telefonado para a escola na sexta feira anterior, o Sr. João deixou a dita na portaria. Mas não a peça de junção. Na segunda feira ele só viria às duas da tarde, o workshop estava marcado para as dez da manhã.

O Gil e o David, rapazes de recursos e expediente rápidos, em dois minutos tinham a solução. Ao toque para a entrada.

Esta capacidade de resolver o problema, de encontrar uma solução rápida e eficaz vale ouro. Bom, a extensão brilha de facto como tal...

ps. O fotografo, infelizmente, não manifestou a mesma presença de espírito: esta foto é uma batotice, recriei a ligação com a mola e a fita-cola no dia seguinte. Quando me lembrei de a tirar, já eles, com a sua eficiência, tinham desmanchado e arrumado tudo. Foi pena porque a ligação deles estava bem melhor que esta, mais profissional.

Estes workshops correram muito bem também por (quase) todos (muitos enfim...) terem estado nesta onda - pontualidade, prontidão para antecipar - e logo resolver - os problemas, vontade de se darem. Generosidade e alegria, qualidades preciosas, inestimáveis.

terça-feira, 18 de março de 2008

tolerância de ponto



Penso que todos os que não foram "a banhos" e que andam ainda pela escola - treinando com ritmo - terão a situação controlada. Ainda assim, aqui fica: a escola estará fechada na próxima quinta feira, parece que há tolerância de ponto. Na próxima semana, uns dias estará o Sr. Bráulio, nos outros a D. Fernanda. Certifiquem-se bem dos horários que cada um deles observará. É escusado irem até lá e depois não poderem praticar.

Bons treinos.

segunda-feira, 17 de março de 2008

jive



Imagens do último workshop.

quarta-feira, 12 de março de 2008

mamã, dá licença?

Era o jogo mais parvo da minha infância, não sei quantas (era um jogo exclusivamente feminino, os rapazes recusavam-se, e faziam eles bem, a jogar) de vocês saberão do que falo. Todas em linha excepto a mamã que ficava lá à frente, pedíamos licença para avançar. A mamã condescendia "sim filha, dois passos de gigante para a frente", negava-se "um de caranguejo para trás" (os caranguejos andavam para trás nesses tempos) ou fazia-se difícil "dois passos à frente e um para trás".

Vem isto a propósito do presente, do progresso, do futuro. Das maravilhosas portas que a tecnologia abre e das janelas que vai fechando. Por cada dois passos à frente, damos um para trás e este juízo dependerá, certamente, do observador e até do seu estado de espírito.

Li este artigo no outro dia, quis partilhá-lo com vocês. Food for thought.

terça-feira, 11 de março de 2008

chave de ouro

a terminar o workshop - os anos 60.



Foi pena não se ter conseguido chegar ao fim desta pequena coreografia. Não foi culpa nossa, sim da dificuldade em vossos colegas superarem o embaraço e predisporem-se a começar. O início da aula foi moroso mas de qualquer modo há sempre um ou outro contratempo. Sobre aquele embaraço há algumas ilações que podemos tirar e não precisamos de ficar aborrecidos. Façamos uma retrospectiva e vejamo-nos aqui há três anos atrás. De qualquer modo, façam já um registo e um balanço desta actividade - ele terá de ser incluído no relatório final. Se não apontarem hoje, daqui a uns dias já só se lembram de uma pequena parte e em Maio só Ele sabe.



Ainda assim, os participantes aprenderam um bom pedaço e alcançou-se o principal objectivo para esta actividade. Que era?

depois, o momento mais esperado

o thriller!

É uma presunção minha e que pode estar errada. Baseia-se nos poucos comentários que ouvi enquanto aguardava a minha vez na fila do bufete. "Olha, vou-me inscrever no thriller! Bora..."

É a dança mais conhecida - um êxito com mais de vinte anos - não surpreende. Ainda bem, boa André!, que pudémos proporcionar-lhes esse prazer e essa oportunidade.



As fotos ficaram óptimas, depois colocarei mais.

tudo vale a pena...

desculpem o cliché, é que correu mesmo bem.

Vestiram a camisola - literal e metaforicamente - bateram-se contra os vossos medos, superaram-nos e o resultado está à vista.

Um momento de ensino



e a oportunidade para os participantes porem em prática a rumba cubana.

segunda-feira, 10 de março de 2008

mas o início



foi mesmo o hip hop!

Difícil, difícil - Não, diz sempre a Débora. Pois. Os participantes gostaram e repetiram e repetiram até estarem extenuados.



E, infelizmente, não tenho imagens do kuduro. Espero que alguém tenha.

"som"



E depois tivemos a contemporânea. Saltos, gestos, voltas, quedas, equilíbrios, a dança total, uma alegria também. Uma bela abordagem para os "poucos mas bons" que lá estiveram.

luminosa



Esta por seu lado está muito mais alegre. Seria difícil, senão mesmo impossível, convencer alguém que lá não tivesse estado que o evento é a dança do Malhão. Improvável também, não ter havido embates nem acidentes. Da maneira como investem dir-se-ia que começam uma corrida. Daquelas de motas, em que os concorrentes (atrás de uma linha) ao sinal de partida largam a correr para pegarem os seus motociclos. Esta cena em particular faz-me lembrar uma feira em que os gauleses investem sobre umas parelhas de bois para iniciarem as 24 horas de qualquer coisa. É Asterix e a foice de ouro (tive de ir confirmar a espécie animal com a minha filha mais nova, não tinha a certeza de serem vacas) e ela localizou até o título.

Enfim, vamo-nos rindo enquanto podemos. Hoje foi um bom dia, correu muito bem.

ambientes



Há algo de bizarro nesta foto. Quase arrepia. Será o círculo de pessoas com umas "destoantes" camisolas amarelas num imenso espaço sem cor. Será a decrepitude do ginásio em contraste com a juventude dos que dão as mãos. Será uma leve sugestão a rituais - o círculo, as mãos dadas - pagãos? Vaguearão por ali os fantasmas de alunos torturados pela ginástica sueca e professores impiedosos?

Um regresso ao passado, sem dúvida. Quão longíquo, pergunto-me.

sábado, 8 de março de 2008

viúvas

Estou aqui de volta dos vossos trabalhos e regresso para mais uma dica. As viúvas. É um termo utilizado pelos designers e também pelos gráficos, creio. Aprendi-o com um colega meu - aliás o mesmo com quem aprendi aqueles conselhos que vos dei ontem. Editámos um jornal(inho) de escola durante uns anos, foi então que me confrontei com a enormidade da minha ignorância neste campo da comunicação. Iniciei aí a minha educação na área; está suspensa mas temporariamente - assim que me for possível, tenciono continuá-la.

Recuperando as viúvas. São as frases que ficam soltas no fundo de uma página. Quando formatamos temos de ter em consideração a legibilidade do texto. Este perde fluidez se começamos uma frase numa página e a continuamos na outra. Alem disso, fica feio. Para resolvermos este problema, damos simplesmente mais espaço no texto anterior. Do mesmo modo, nunca se deixa um título ou sub-título a flutuar, avança-se para a página seguinte.

Entretanto, faço uma pausa na leitura dos relatórios (a propósito, é-me tão grato constatar a evolução do 1º para o 2º período de alguns de vocês. Leram as sugestões, aceitaram-nas, trabalharam sobre elas e produziram agora um documento substancialmente melhor. Boa P.!) e abalo para a Marcha da Indignação.

Se mais motivos não houvessem, este da formação seria suficiente. O ministério da educação, na sua estreiteza de vistas, não aceita a formação de professores em outros campos que não os directamente relacionados com a matéria curricular que leccionamos. Todos nós devíamos procurar formação na área da comunicação - afinal, sem ela, a mensagem não passa.

Mas é claro que há outros e mais sérios motivos.

sexta-feira, 7 de março de 2008

a clareza da mensagem

Tal como ter uma boa dicção é fundamental para o ouvinte entender as palavras e captar a mensagem (não estou a negligenciar a organização das ideias, pelo contrário, mas considero que virá no momento imediatamente a seguir), o mesmo acontece num texto escrito. Uma boa caligrafia é um regalo para os olhos - para os orientais é arte, basta-se em si própria - e porta de entrada no texto. Em computador a clareza do texto depende do tipo de letra, do tamanho, do entrelinhamento, da largura de coluna, dos espaços em branco. Não sei o suficiente para vos arengar (uff...) mas alguns conselhos poderão aproveitar.

Evitem tanto quanto possível (sempre) o sublinhado. Experimentem escrever o mesmo título com sublinhado ou sem e verifiquem (com um olhar fresco, despreconceituoso) qual se lê melhor. Eliminem as caixinhas à volta das palavras; a caixa arrasta consigo uma aura de defunto, não será essa a imagem que, com certeza, quererão dar aos vossos títulos.

Vejam, vejam muito. Abram documentos e procurem perceber quais lêem melhor, com mais facilidade, com mais gosto. O olhar educa-se.

A apresentação conta. Numa folha de exame, o avaliador respeitará à partida mais o texto que se apresente limpo, sem rasuras, uma caligrafia ordenada a reflectir arrumação de ideias.

Em textos escritos em computador podem fazer as experiências que quiserem mas no final olhem com olhos de ver para a limpeza da folha (das folhas) que redigiram. E não tenham medo dos espaços em branco, eles não precisam de ser cheios com bonecada ou com títulos ondulantes qual carrossel em feira de verão.


ps. para quem gosta do tema da caligrafia recomendo um filme lindíssimo (penso que já todos terão idade para ver) de Peter Greenaway - The pillow book.

quinta-feira, 6 de março de 2008

"sim", respondeu a turma de artes



O resultado é o que se pode ver na foto. Uma mesa de trabalho, as vossas colegas concentradas, pintando os nomes de todos nas respectivas t'shirts.

O resultado como se pode ver está muito giro. A cor é feliz, a caligrafista talentosa, as pintoras esforçadas.




Para já, as t' shirts têm apenas os nomes dos monitores nas costas. Depois, com tempo pintaremos os logos na parte da frente. Algumas camisolas estão personalizadas (estrelinhas, flores, borboletas, árvores), todos os que o desejarem solicitem-no às colegas da turma E. Sobrou tinta, terão todo o gosto.





Para secar, tivemos de fazer o estendal que se vê. A prof. Felisberta comentou "é uma instalação". De facto. Colorida, interessante e para alem do mais - útil!

Lembra a Raquel, e bem, há que não esquecer nos agradecimentos, as professoras de artes. Têm sido prontas na resposta a todas as solicitações, mesmo que em cima da hora como esta. Entusiastas, também. A D. Liliete que nos franqueou o Museu para a nossa instalação não poderá ser esquecida e o melhor mesmo é irmos tomando notas.

Conforta sentir os ecos das nossas vibrações.

quarta-feira, 5 de março de 2008

oportunidades falhadas

Um pouco de história:

Quando sugeri, no ano passado e de novo este ano, a realização de um workshop dirigido à comunidade escolar, tinha sobretudo em mente o bal moderne. Este é o nome feliz - porque é mesmo disso que se trata, um baile moderno - encontrado pela companhia de dança Roses, da Bélgica. Tive a sorte de participar num em 2006 na Culturgeste, gostei imenso do formato, falei-lhes nisso.

A dança era demonstrada, depois ensinada em tranches e finalmente dançada pelos presentes. Os "formadores" estavam bem visíveis no cimo do palco, cá em baixo, entre nós, inúmeros monitores com camisolas amarelas ;-) ajudavam-nos a encontrar o ritmo, a acção, a perceber o detalhe. As coreografias duravam o tempo de uma música - cerca de 3 minutos, mas na realidade repetiam-se duas a três vezes, isto é, tínhamos de aprender aproximadamente um minuto (um pouco ao jeito das danças populares com 3,4 ou 5 figuras que se repetem até final da música). O bal durava 4 horas, sendo que as 3 primeiras eram dedicados a aprender 3 danças diferentes e na quarta hora dançavam-se as três ao improviso.

No bal em que eu participei, as três danças eram muito diferentes. A primeira, dança em linha e colunas, tinha uma organização coreográfica a fazer lembrar a Escócia. A segunda, espectacular! de inspiração africana/tribal, em dupla roda. A terceira, a que gostei mais in the moonlight shadow (depois foi a Serralves, encontrei isto no youtube um dia que pesquisava o bal moderne) era uma dança de pares(se bem que o par só se juntasse mesmo no final).

Quando falei nisto às turmas, sempre soube que criar uma coreografia de propósito para o workshop seria um projecto demasiado ambicioso, quiçá irrealizável. Por isso perguntei, no ano passado e neste também, que danças gostariam os alunos de ensinar. O ano passado, a Sara Faria esboçou uma coreografia de pares muito interessante mas a turma não quis acompanhá-la e o projecto seguiu outro caminho.

Este ano, numa das turmas, por felicidade tinha-se encontrado aquele que é, quanto a mim, o modelo ideal - uma coreografia original com música apelativa (quem é que consegue resistir aos bons anos 60?). Uma coreografia alegre, a pares, com dificuldade q.b. para ser desafiante, com variedade de acções motoras, com interacção entre os dançarinos.

Ia ser um sucesso de um workshop, só podia.

Mas, a pretexto de se perder o impacto para o espectáculo do palco - como se isso fosse possível, as duas turmas iriam dançar 50 segundos e que fosse a coreografia inteira - os alunos não quiseram. Apreciamos melhor o que conhecemos bem. Isto é válido para todos os campos do conhecimento, para os sentidos, para as papilas gustativas, para as artes, para tudo, creio.

Iriam, se fossem assistir ao espectáculo, ver a vossa peça com mais atenção, com mais entusiasmo, com maior sentido de pertença, de relação - eu já fiz aquilo, aquele pedaço.

Uma oportunidade perdida também, a de partilharem com os outros colegas das AP's um belíssimo trabalho, cem por cento criação vossa.

Mas não.

Alguns alunos não quiseram. De modo que estou aqui neste assombro, tentando perceber e não entendendo como é que a alegria, a generosidade, o despojamento saem, uma vez mais, derrotados.

"A democracia são 3 lobos e 1 ovelha decidirem o que vão jantar".

Pois. Hoje sou uma ovelha.

terça-feira, 4 de março de 2008

(ainda) o treino

“O solícito funcionário matutava à procura de uma maneira para se livrar de Prullàs sem alterar a sua boa educação; como não a encontrou, teve de aceitar a presença do outro com evidente embaraço. Através da porta que comunicava com o gabinete do chefe ouvia-se de quando em quando a voz forte da importante figura, seguida de períodos em silêncio.
- A visita já entrou há muito tempo? – perguntou Prullàs.
- Não sei – respondeu Siguenza – ausentei-me em várias ocasiões e não vi entrar ninguém; até pode ser que não haja nenhuma visita.
- Dom Lorenzo Verdugones tem o hábito de falar sozinho aos gritos? – perguntou Prullàs.
O solícito funcionário moveu a cabeça.
- Por razões do cargo que desempenha – explicou – dom Lorenzo tem de pronunciar muitos discursos; dom Lorenzo aborrece-se com a retórica oca e procura dar a todas as suas intervenções públicas um sólido conteúdo dogmático; isso obriga-o a uma constante e árdua preparação.
- Já percebi – disse Prullàs – e agora deve ser um desses casos.
- Não sei – sublinhou o outro – pode ser que esteja com uma visita.”

In, Uma comédia ligeira, de Eduardo Mendonza

No domingo pensei colocar aqui este pedaço do livro. Achei graça, andei lendo o livro no fds, de repente dou com isto, vinha mesmo a propósito. Hesitei, acabei não o fazendo. Não é um grande livro para começar (aliás, neste pedacito quase dá para perceber). Depois, parece que estou sempre a bater no ceguinho, passe a expressão idiota. Sempre a insistir no mesmo.

Entretanto, os acontecimentos de hoje desanimaram-me de tal ordem que vim todo o caminho para casa a remoer num post. Iniciei vários, na minha cabeça. Com citações iniciais, sem citações iniciais, lamechas, assépticos, amargos, neutros, tristeza profunda, melancolia a querer ser resignada.

Lá iremos, optei por este. Que com boa probabilidade não constituirá o topo das audiências. Não importa, são os altos e baixos. Alem de que um blogue, mesmo um blogue como este, tem um cariz muito pessoal sendo um belíssimo veículo catártico. E depois, lá iremos como disse.


Nota: no caso hipotético de alguém ter ficado curioso, dom Lorenzo estava de facto com uma visita e não treinando a peroração.

Nota dois: e volto a insistir – ensinem a rumba, o jive, o cha cha cha aos vossos pais, avós (aos avós talvez seja melhor passarem o jive), irmãos, primos. Verão como as dúvidas aparecerão e depois, na sua resolução, substituídas por novas e insuspeitadas competências.

domingo, 2 de março de 2008

calendário workshop's

(ando aqui, de novo, com dificuldades tecnológicas. Como fazer um copy paste de uma tabela do word? Não me aceita, irá directo.)


O calendário é o seguinte:

10 de Março
10.00
africanas (Ermelinda)
hip hop (Débora)

11.45
populares portuguesas (Inês Lisboa e Rita)
contemporânea (Susana, Manuela, Djariato)
tribais (?) (Stela)

11 Março
15.15
rumba cubana (Sara C. e Paulo)
thriller (André)
anos 60 (Sara Estevão e Filipa)

12 Março
10.00
jive (Ana Sofia e Flávia)

Seria interessante arranjarem tempo para participarem nos workshops uns dos outros. Mais que uma oportunidade de aprendizagem será um bom momento para reforçarem os laços.