sábado, 2 de fevereiro de 2008

pdi,

erros posturais ou conversa da treta.

Ontem, à medida que o dia avançava, cada vez me doíam mais os braços, ombros, peitorais, dorsais. Não entendia porquê "não fiz nada", comentei aqui em casa enquanto mobilizava o tronco e os braços tentando dissipar o ácido láctico. Num flash, lembrei-me da última aula de quinta feira em que, na procura de mais ideias, acompanhei a turma pelo chão. Não tenho quinze anos, disse então, justificando a pouca agilidade. Pois. De facto. Meia dúzia de flexões e fiquei toda dorida.

Hoje, sábado - dia de limpezas, varri a casa. Encostei um montinho perto da parede, fui buscar a pá e a vassoura pequena, curvei-me para apanhar o lixo, já não me levantei. No movimento não estava envolvida qualquer força - pêlos da cadela e areia, foi um simples erro de postura.

Estou incapaz para todo o serviço; quando fui buscar uma das miúdas ao comboio, entrei no carro com cautela, qual velhinha com problemas de mobilidade, sentei-me em câmara lenta. Para sair? Tive de pôr a mão na parte de cima do tecto e puxar o corpo. Em baixo de forma, sim, não devia interromper aqueles exercícios que fizemos tanta vez no início do ano e que, de vez em quando - mais no verão, de facto - faço aqui em casa.

Disciplina, disciplina, disciplina.