sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

ao ritmo do Camões

Começo por bater na madeira - já está, é fácil, a mesa onde assenta este aparelho é da boa, da verdadeira. Antiga, sólida, bem usada, cheia de marcas de riscos e tachos quentes, sabe bem trabalhar nela.

Cumprido o ritual supersticioso, cá vai:

10 e 11 de Abril, na nossa escola.

Explico, a prof. Isabel do CE telefonou-me hoje, dizendo que as obras estão completas e que falta apenas uma limpeza ao auditório que terá de ser efectuada pela empresa construtora.

[Não, não podemos ser nós embora eu já nos imaginasse a todas de lenços na cabeça, espanadores na mão, panos do pó à cinta, estereótipo completo de mulher a dias (o papel que desempenho quase todas as sextas, aqui em casa). Aos rapazes caberiam os papéis arriscados, subir às cordas, limpar os projectores lá em cima, talvez esteja a exagerar no filme. São os efeitos ainda da reunião de quarta feira, o surrealismo não se desvanece assim, como poça de chuva em passeio urbano. De qualquer modo, seria uma boa tarefa para a união da equipa, do grupo; são as melhores, estas.]

Estima, a prof. Isabel, que se possa utilizar o auditório a partir de 31 de Março. A mim, parece-me bem e suficiente. Vocês iam de férias, voltavam e (re) começávamos em força. Tínhamos semana e meia, ensaio geral na quarta, espectáculos quinta e sexta. Se esgotássemos, repetiríamos em data a combinar.

Que lhes parece?