Começo por bater na madeira - já está, é fácil, a mesa onde assenta este aparelho é da boa, da verdadeira. Antiga, sólida, bem usada, cheia de marcas de riscos e tachos quentes, sabe bem trabalhar nela.
Cumprido o ritual supersticioso, cá vai:
10 e 11 de Abril, na nossa escola.
Explico, a prof. Isabel do CE telefonou-me hoje, dizendo que as obras estão completas e que falta apenas uma limpeza ao auditório que terá de ser efectuada pela empresa construtora.
[Não, não podemos ser nós embora eu já nos imaginasse a todas de lenços na cabeça, espanadores na mão, panos do pó à cinta, estereótipo completo de mulher a dias (o papel que desempenho quase todas as sextas, aqui em casa). Aos rapazes caberiam os papéis arriscados, subir às cordas, limpar os projectores lá em cima, talvez esteja a exagerar no filme. São os efeitos ainda da reunião de quarta feira, o surrealismo não se desvanece assim, como poça de chuva em passeio urbano. De qualquer modo, seria uma boa tarefa para a união da equipa, do grupo; são as melhores, estas.]
Estima, a prof. Isabel, que se possa utilizar o auditório a partir de 31 de Março. A mim, parece-me bem e suficiente. Vocês iam de férias, voltavam e (re) começávamos em força. Tínhamos semana e meia, ensaio geral na quarta, espectáculos quinta e sexta. Se esgotássemos, repetiríamos em data a combinar.
Que lhes parece?
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
o prazer de dançar

"Desenvolver o prazer de dançar, alargando o repertório motor, as capacidades coordenativa e rítmica, expressiva, a capacidade interpretativa, a auto-confiança;"
Soa-vos a alguma coisa?
No início do ano, quando se apresentaram e à questão da mais-valia para o grupo "que ou com o quê posso eu contribuir?", alguns, bastantes, afirmaram "com a minha boa disposição". Pois, gosto muito desta postura.
A alegria.
Não é uma contribuição menor, bem pelo contrário. Tem um valor incomensurável.
Vê-se, sente-se, propaga-se.
ensaio para o workshop
a preparação
Uma das personagens do filme Michael Clayton tem as suas intervenções mais memoráveis - juízo meu, claro - na preparação das suas intervenções. Um espelho dentro de um espelho. Falo de Tilda Swinton (que ganhou um oscar precisamente por este papel) desempenhando o papel de uma advogada ao serviço de uma companhia de adubos envolvida num daqueles processos colctivos de ameaça à saúde pública. Ela é a "cara", tem de negociar com queixosos e executivos da empresa.
As cenas dela de frente ao espelho preparando, repetindo o que irá depois dizer em público estão muito bem conseguidas e penso, serão um retrato fiel de muitos executivos, investigadores, arguentes, professores, alunos.
[aqui em casa elas treinam comigo (e entre elas) a apresentação dos seus livros, eu pratico com elas alguns dos passos que depois trabalhamos nas vossas aulas]
Quanto mais se trabalhar as apresentações mais preparados ficaremos para responder a qualquer imprevisto.
Sugiro que as pessoas que vão conduzir o workshop façam várias sessões de treino com as mães, os pais, irmãos, os vizinhos (quiçá um bom pretexto para iniciar um contacto...). Não resolverão todos os problemas (nomeadamente o da condução de grandes grupos) mas ganharão desenvoltura, confiança e tolerância. Treinar entre nós é o melhor numa fase inicial pois os colegas perdoam os erros mas não nos dá uma noção real das dificuldades que vamos encontrar. Todos nós já estamos - em termos de noções de ritmo, equilíbrio, transferências de peso - a anos luz de Setembro.
Ah, e cronometrem o tempo e peçam que vos apontem as vossas "bengalas", por exemplo, aaaaaaaahhhh, né, ok.
As cenas dela de frente ao espelho preparando, repetindo o que irá depois dizer em público estão muito bem conseguidas e penso, serão um retrato fiel de muitos executivos, investigadores, arguentes, professores, alunos.
[aqui em casa elas treinam comigo (e entre elas) a apresentação dos seus livros, eu pratico com elas alguns dos passos que depois trabalhamos nas vossas aulas]
Quanto mais se trabalhar as apresentações mais preparados ficaremos para responder a qualquer imprevisto.
Sugiro que as pessoas que vão conduzir o workshop façam várias sessões de treino com as mães, os pais, irmãos, os vizinhos (quiçá um bom pretexto para iniciar um contacto...). Não resolverão todos os problemas (nomeadamente o da condução de grandes grupos) mas ganharão desenvoltura, confiança e tolerância. Treinar entre nós é o melhor numa fase inicial pois os colegas perdoam os erros mas não nos dá uma noção real das dificuldades que vamos encontrar. Todos nós já estamos - em termos de noções de ritmo, equilíbrio, transferências de peso - a anos luz de Setembro.
Ah, e cronometrem o tempo e peçam que vos apontem as vossas "bengalas", por exemplo, aaaaaaaahhhh, né, ok.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
amarelo
Surrealismo. Será amarelo a cor do surrealismo? Terá o surrealismo cor? Venho um pouco abananada da escola, (usa-se este termo ainda?) pasmada perante os patamares a que - nem nos meus mais delirantes pesadelos - lograria subir. Sinto-me dentro de um quadro de Dali, figuras bizarras por todo o lado, uma luz brilhante iluminando tudo. Não há medo, mero pasmo "o que é isto?, que sentido tem?"
(...), mas, porque uma escola deve centrar o seu objectivo no aluno, placa giratória de todas as actividades pedagógicas-didácticas e mesmo de carácter científico, no sentido de o preparar para a vida real, (...)
avancemos:
Amarelas.
A Inês fez hoje a encomenda das t'shirts amarelas (a cor do surrealismo) para a nossa AP. O custo será de 3 euros (fazemos já um aforro de 20 centimos para a tinta), é favor levarem amanhã para darem aos colegas encarregues das respectivas turmas - Massita, Sónia e Inês Louro.
Adenda: isto há pouco ficou cheio de erros; foi a pressa, saía para o cinema, não houve tempo para revisão. Michael Clayton, valeu a pena. Recomendo.
(...), mas, porque uma escola deve centrar o seu objectivo no aluno, placa giratória de todas as actividades pedagógicas-didácticas e mesmo de carácter científico, no sentido de o preparar para a vida real, (...)
avancemos:
Amarelas.
A Inês fez hoje a encomenda das t'shirts amarelas (a cor do surrealismo) para a nossa AP. O custo será de 3 euros (fazemos já um aforro de 20 centimos para a tinta), é favor levarem amanhã para darem aos colegas encarregues das respectivas turmas - Massita, Sónia e Inês Louro.
Adenda: isto há pouco ficou cheio de erros; foi a pressa, saía para o cinema, não houve tempo para revisão. Michael Clayton, valeu a pena. Recomendo.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
nem de propósito
via, por sua vez via,

dei agora com isto.
Não sendo de modo nenhum a minha área, frequento com alguma assiduidade (gosto muito) o blogue a barriga de um arquitecto. Hoje deve ter sido uma premonição, falou-se bastante na aula do treino, da repetição. Tudo se treina. O arquitecto até sublinhou a amarelo a regra número sete - a única regra é trabalho.

dei agora com isto.
Não sendo de modo nenhum a minha área, frequento com alguma assiduidade (gosto muito) o blogue a barriga de um arquitecto. Hoje deve ter sido uma premonição, falou-se bastante na aula do treino, da repetição. Tudo se treina. O arquitecto até sublinhou a amarelo a regra número sete - a única regra é trabalho.
thriller

Aqui há uns anos no remanso da tarde, sentados em redor da mesa depois de um bom almoço - dos melhores, daqueles só de petiscos, ao ar livre sob a sombra de um faval - comentavámos os acontecimentos da semana que passara: um campo de férias à beira do lago, um grupo de miúdos aprendendo actividades náuticas e todas as tarefas subsidiárias - culinária, lavagem de louça, arrumação e manutenção do material. Uma canseira claro, com a sua dose de incidentes, alguns arranhões, questiúnculas,o costume. Uma das professoras comentou:
"Isto de ser professor é o melhor que há - pagam-nos para nos divertirmos."
De facto. Às vezes. Suponho que isso se pode aplicar a todas as profissões. Talvez venha de nós e não dependa da tarefa.
Bom, a foto não está muito boa e isto será um eufemismo. Retirei-a do filme, foi uma manobra engraçada, aprendi a fazê-lo agora. Deve haver, com certeza, um melhor processo que a deixe mais nítida. Mas não quis deixar de a pôr aqui, foi tão divertida a aula hoje. Divertida porque produtiva. Dá sempre muito mais gozo quando se trabalha. E as coisas saem bem.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
t'shirts (2)
A Inês Louro respondeu à chamada e pôs os pés ao caminho. Descobriu estas t'shirts pela módica quantia de 2,80 € cada uma. A ideia será a de todos comprarmos da mesma cor; assim quer no workshop quer em futuras actividades da AP estaremos distinguíveis.
A turma das artes irá estudar um processo simples e barato para se colocar o nosso logo, quiçá até executá-lo. Podemos por exemplo, fazer estilo serigrafia - cortamos o desenho num cartão e pintamos todas as camisolas iguais. A primeira decisão será a da escolha da cor. Para ajudar, a Inês tirou uma foto que enviou por email, ah o-meu-maravilhamento-por-estas-novas-tecnologias e et voilá!, é favor escolherem.

Não esqueçamos o fim primordial em vista - sermos facilmente identificados. Amarelo ou laranja estão na linha da meta.
A turma das artes irá estudar um processo simples e barato para se colocar o nosso logo, quiçá até executá-lo. Podemos por exemplo, fazer estilo serigrafia - cortamos o desenho num cartão e pintamos todas as camisolas iguais. A primeira decisão será a da escolha da cor. Para ajudar, a Inês tirou uma foto que enviou por email, ah o-meu-maravilhamento-por-estas-novas-tecnologias e et voilá!, é favor escolherem.

Não esqueçamos o fim primordial em vista - sermos facilmente identificados. Amarelo ou laranja estão na linha da meta.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
sensibilidade e bom senso
Explicando a foto: este é o nosso caiaque (meu e da minha filha), o rio é o Guadiana, a ocasião - uma expedição de dois dias nesta passagem de ano para 2008. O grupo, aparte o meu irmão, era composto de pessoas com reduzida experiência, o açude que se vê na foto foi passado "portajando". Quando os rápidos excedem a capacidade técnica dos expedicionários, há dois processos para o fazer - ou levando o caiaque por terra ou, como nesta, levando por água mas sem pessoas. Amarra-se uma corda comprida e deixa-se a corrente fazer o trabalho. Agarra-se do outro lado, leva-se para a margem e já está. Este processo é mais rápido e menos cansativo - os caiaques levavam todo o equipamento para a pernoita mais os mantimentos para dois dias, estavam pesados.
O nosso caiaque foi o último, o meu irmão que tinha conduzido a manobra até então, passou-a para nós. A falta de experiência conduziu a este desastre; a corda deve ser mantida comprida para o caiaque poder fluir livremente com a água e os seus turbilhões. Aqui, isso não sucedeu, a arreata - se assim se pode dizer - foi mantida demasiado curta, o caiaque perdeu a capacidade de ajuste, a água entrou por um lado, a carga pesada ajudou, é o que se vê. Foi aborrecido, ficámos com os saco cama e os colchões encharcados, mais os sapatos suplentes da Vera. A noite gélida foi passada com os pés enfiados em sacos de plástico e quando nos fomos deitar não pudemos usar os colchões. Os sacos cama, felizmente eram (e são) de bom material, mesmo molhados aquecem.
Conto isto porquê?
Porque passei a noite a receber relatórios, a abrir para confirmar a sua legilibilidade, a fechá-los de pronto, a responder acusando a sua recepção. Ainda não li nenhum, será tarefa para amanhã, domingo e a próxima semana.
O dilema, que não o é propriamente, é digamos uma dificuldade, é ser capaz de manter a corda na justa medida. Não a apertar demasiado estrangulando o redactor, não a soltar por completo deixando o caiaque ir na deriva.
Ler e avaliar bons relatórios não custa nada, é um prazer até. Ver os vossos pontos de vista, as vossas abordagens, as vossas ideias - algumas até que nunca nos teriam passado pela cabeça. É um deslumbre, dispõe-nos bem com a profissão (desgastada), com o mundo que aí vem, com o futuro. O problema são os outros, alguns dos outros. Aqueles dos outros que nos parece terem feito um esforço mas o resultado estar ainda longe do que se pretende. Como eu, por exemplo, nos meus esforços de fazer a linha do dança e balança, de dar à anca com a Ermelinda e suas africanas.
Volta e meia recebo daqueles emails nostálgicos que os vossos pais também devem receber, sobre o nosso tempo assim e assado. Não tenho muita pachorra, geralmente apago e nem acabo de ler. Há uns poucos de meses recebi um que levei até ao fim, o início deve ter sido cativante. Referia-se aos adolescentes de hoje e dizia algo como
"o mundo está-se nas tintas para a tua auto-estima". Gostei desta ideia. Andamos - nós professores - sempre com pezinhos de lã, comentando e apreciando com muito cuidado para não ferir as susceptibilidades dos alunos. O reforço positivo e todas essas teorias que levadas ao extremo conduziram àquilo que sabemos - os últimos lugares nas tabelas dos países desenvolvidos em testes internacionais de competência linguística e matemática.
Abreviando, não me estou nas tintas para a vossa auto-estima mas não a vou afagar sem motivos sólidos. Se os trabalhos não estiverem bons, têm mais é que trabalhar para os melhorar.
Se tiver falta de sensibilidade, espero conseguir compensar com o bom senso. Se faltarem ambas, façam de conta que não estão em Portugal e que os assuntos profissionais são separados dos afectivos. A minha amiga Maria João esteve quatro anos em Manchester, não creio que faça um balanço muito positivo da experiência mas lembro-me bem do seu maravilhamento perante a capacidade dos ingleses se insultarem sem caridade das 9 às 5 e de terminado o trabalho, irem às 6 para o pub beber umas cervejas em conjunto, dar umas gargalhadas, falar em voz alta, essas coisas. Separavam bem o trabalho da amizade. Ou, no mínimo, do convívio.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
a importância dos detalhes

Hoje foi uma aula bastante produtiva. Ia escrever mais uma aula bastante produtiva, não seria um comentário muito fiel. Não o têm sido. Razões várias. Uma delas - não a que eu consideraria à partida como sendo a mais importante - foi hoje ultrapassada.
O som.
De facto, esta turma (a que aparece parcialmente retratada na foto, faltam os rapazes ou como diria a Filipa, os machos latinos e não vamos aproveitar para desbocar)tem trabalhado em muito piores condições que as outras. É a questão do horário, é a questão do espaço, tem sido a questão do som. Trabalhar com aquele miserável leitor de CD's na imensidão do pavilhão gimno-desportivo, é obra! Requer dedicação, empenho e muita acuidade auditiva. Na sala de espelhos ele já é fraquinho, ali ..... é residual, pouco mais que decorativo.
Adiante, graças ao professor Ricardo Frias que se dedicou à recuperação e montagem dos vários pedaços de aparelhagem que sobravam - inúteis - pela escola, temos agora um belíssimo equipamento com a potência e qualidade certas para aquele espaço.
Não por acaso, hoje a aula decorreu com outra energia, com outra vontade, com outros resultados. Dedicámos boa parte da aula a compor uma série de movimentos que depois acabámos por não usar. Não faz mal, isso faz parte. Não é trabalho perdido, fica de reserva. Ainda assim, avançámos bem. Está a ficar bem gira, aqui em casa continuam a gostar, espero que nas vossas também.
O que nos leva para uma outra questão: os dvd's com os trabalhos do primeiro período já correram por todos os intervenientes? É que é suposto.
E assim, um sorriso simpático ou uma palmada nas costas quando se cruzarem com o prof. Ricardo Frias.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
- 1
O S. Jorge está de fora. Tinha apenas um dia livre disponível durante o mês de Abril - o dia 14, 2ª feira. Apenas poderíamos fazer o ensaio geral na véspera, domingo a partir das nove e tal da noite. Teríamos de pagar os bombeiros e duas pessoas para a frente sala. Nada disto seria demasiado problemático, tudo se ultrapassaria. Porém, não têm som nem iluminação específica. Está fora de hipótese alugarmos esses equipamentos, essa é a parte mais cara. Tenho pena, acharia imensa graça fazermos lá o nosso espectáculo. Não sei bem porquê, talvez pela localização geográfica - a Avenida dá-lhe gabarito, talvez por alguma ressonância mítica - para a minha geração,claro.
De qualquer modo, temos ainda a possibilidade do Fórum, amanhã (em princípio) teremos uma resposta. O auditório da paróquia está garantido e por um preço mais que razoável.

Chegaremos a bom porto.
De qualquer modo, temos ainda a possibilidade do Fórum, amanhã (em princípio) teremos uma resposta. O auditório da paróquia está garantido e por um preço mais que razoável.
Chegaremos a bom porto.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
t' shirts
No outro dia passando no corredor do pavilhão, ouvi uma conversa em que uma miúda dizia ter arranjado t'shirts a 3,5 € com três cores. Infelizmente não tomei nota do nome, nem me consigo lembrar da cara. Nada, apagamento completo.
Será que alguém tem alguns conhecimentos nesse campo? Temos alguma urgência em resolver este assunto. Pensei até que poderíamos fazer as camisolas todas da mesma cor. Logotipo à frente, nome da pessoa atrás e assim ficávamos prontos a colaborar numa actividade conjunta.
Alguém?
Será que alguém tem alguns conhecimentos nesse campo? Temos alguma urgência em resolver este assunto. Pensei até que poderíamos fazer as camisolas todas da mesma cor. Logotipo à frente, nome da pessoa atrás e assim ficávamos prontos a colaborar numa actividade conjunta.
Alguém?
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
relatórios
O prazo para entrega aproxima-se a passos largos - sexta feira 22 de Fevereiro, 17.00 no Sr. Braúlio ou 24.00 via email.
Têm surgido dúvidas, vou tentar esclarecer as mais comuns.
Estrutura formal - capa, resumo, índice, introdução, objectivos gerais, específicos, pessoais, ..... e por aí fora. Se perderam a ficha com indicações vão à BeCre, há-de lá estar uma, fotocopiem-na. Ou façam como é costume, peçam-na aos colegas mais organizados.
Quanto à enunciação de objectivos: os gerais e específicos não precisam de ser modificados (se já estavam bem redigidos, claro está). Os pessoais não sei - eles podem sempre ser alterados. Podemos começar com uns objectivos e ir modificando ao longo do ano - não são imutáveis. Este assunto ou aquele podem ter merecido a nossa atenção e agora queremos trabalhá-los mais.
Capítulos descritivos: todas as actividades realizadas até ao momento devem ser mencionadas. Se mereceram bom tratamento no primeiro período (atenção, houve relatórios fracos, houve não relatórios, esta é a oportunidade de correcção) agora devem ser resumidos ao mínimo essencial. Podem, por exemplo, descrever as actividades pela sua natureza "trabalhámos as danças de salão tal e tal, o hip hop foi abordado em duas aulas conduzidas pela Débora, a salsa idem pela Inês". Sejam sintéticos.
As actividades realizadas este período merecem descrição exaustiva; porém mesmo nas pessoas que mais trabalharam, e tem havido muito trabalho - eu sei disso :-) , conseguem agrupar a descrição também pela natureza das ditas actividades.
Perguntam-me se devem opinar? Claro, sempre. O comentário suportado é, também, a razão de ser destes relatórios. Eles pretendem ser reflexivos, não apenas descritivos.
E reforço a sugestão já dada. Escrevam-no (quase) como quem conta uma história a quem não conheça o vosso trabalho, dêem-lho a ler. Peçam opiniões. Escrevam e rescrevam.
Têm surgido dúvidas, vou tentar esclarecer as mais comuns.
Estrutura formal - capa, resumo, índice, introdução, objectivos gerais, específicos, pessoais, ..... e por aí fora. Se perderam a ficha com indicações vão à BeCre, há-de lá estar uma, fotocopiem-na. Ou façam como é costume, peçam-na aos colegas mais organizados.
Quanto à enunciação de objectivos: os gerais e específicos não precisam de ser modificados (se já estavam bem redigidos, claro está). Os pessoais não sei - eles podem sempre ser alterados. Podemos começar com uns objectivos e ir modificando ao longo do ano - não são imutáveis. Este assunto ou aquele podem ter merecido a nossa atenção e agora queremos trabalhá-los mais.
Capítulos descritivos: todas as actividades realizadas até ao momento devem ser mencionadas. Se mereceram bom tratamento no primeiro período (atenção, houve relatórios fracos, houve não relatórios, esta é a oportunidade de correcção) agora devem ser resumidos ao mínimo essencial. Podem, por exemplo, descrever as actividades pela sua natureza "trabalhámos as danças de salão tal e tal, o hip hop foi abordado em duas aulas conduzidas pela Débora, a salsa idem pela Inês". Sejam sintéticos.
As actividades realizadas este período merecem descrição exaustiva; porém mesmo nas pessoas que mais trabalharam, e tem havido muito trabalho - eu sei disso :-) , conseguem agrupar a descrição também pela natureza das ditas actividades.
Perguntam-me se devem opinar? Claro, sempre. O comentário suportado é, também, a razão de ser destes relatórios. Eles pretendem ser reflexivos, não apenas descritivos.
E reforço a sugestão já dada. Escrevam-no (quase) como quem conta uma história a quem não conheça o vosso trabalho, dêem-lho a ler. Peçam opiniões. Escrevam e rescrevam.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
ponto da situação
O auditório continua (não) em estado comatoso (mas) com prognóstico reservado. Àparte a gracinha sem graça nenhuma - digamos que é uma tentativa de terapia no intuito de manter a sanidade mental - a única certeza que temos é a incerteza sobre a data da sua disponibilidade. Considerando que neste momento já não podemos esperar mais, a alternativa será a de sairmos da escola. Garantida de momento, a possibilidade de alugarmos o espaço da da paróquia de ?Stª Isabel? com capacidade de 250 lugares.
Fiz um pedido para a sala do Forum Lisboa e outro para o S. Jorge, lotação de 700 e 800 lugares respectivamente. No primeiro - que foi antecedido por um telefonema - garantiram-me uma resposta dentro de uma semana. Sendo assim, penso ser preferível esperar a resposta antes de avançar para a sala da paróquia.
Para o Forum e para o S. jorge, fiz o pedido para uma sexta feira de Abril (de preferência, 11 ou 18) com realização de duas sessões - tarde e noite, sendo o ensaio geral realizado na véspera. Em caso de nos ser possível realizar num destes sítios explorarei a possibilidade de irmos ainda antes para ajustar o maior número de pormenores possível. Pedirei uma planta para planearmos entradas, saídas, etc, et.
Vendo bem, este género de obstáculos é até estimulante :-)
Fiz um pedido para a sala do Forum Lisboa e outro para o S. Jorge, lotação de 700 e 800 lugares respectivamente. No primeiro - que foi antecedido por um telefonema - garantiram-me uma resposta dentro de uma semana. Sendo assim, penso ser preferível esperar a resposta antes de avançar para a sala da paróquia.
Para o Forum e para o S. jorge, fiz o pedido para uma sexta feira de Abril (de preferência, 11 ou 18) com realização de duas sessões - tarde e noite, sendo o ensaio geral realizado na véspera. Em caso de nos ser possível realizar num destes sítios explorarei a possibilidade de irmos ainda antes para ajustar o maior número de pormenores possível. Pedirei uma planta para planearmos entradas, saídas, etc, et.
Vendo bem, este género de obstáculos é até estimulante :-)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Santa Bárbara nos valha!
Valeu-nos.
Já temos uma alternativa, um sítio válido para realizarmos o nosso espectáculo. A prof. Bárbara - que sofre com isto tanto como nós, telefonou-me ontem a confirmar que poderíamos alugar o espaço da paróquia.
Hoje fui eu a pôr os pés ao caminho para encontrar outras alternativas. Agora estou estafada mas logo farei o ponto da situação.
Já temos uma alternativa, um sítio válido para realizarmos o nosso espectáculo. A prof. Bárbara - que sofre com isto tanto como nós, telefonou-me ontem a confirmar que poderíamos alugar o espaço da paróquia.
Hoje fui eu a pôr os pés ao caminho para encontrar outras alternativas. Agora estou estafada mas logo farei o ponto da situação.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
nos entretantos
enquanto aguardamos o veredicto da gestão - podemos ou não fazer o espectáculo este período - vamo-nos preparando.
Para já, há um grupo a precisar de ajuda. Ajuda tecnológica, ou seja, precisamos de aprender a cortar e colar músicas de maneira à junção entre elas não ficar abrupta. É essencial conseguir-se uma transição como se faz nos vídeos - imperceptível.
Aceita-se colaboração.
Para já, há um grupo a precisar de ajuda. Ajuda tecnológica, ou seja, precisamos de aprender a cortar e colar músicas de maneira à junção entre elas não ficar abrupta. É essencial conseguir-se uma transição como se faz nos vídeos - imperceptível.
Aceita-se colaboração.
em tempos de vacas magras
...e não sei como é o resto do provérbio.
Estive todo o regresso para casa a ouvir violinos. Metaforicamente, é claro. Vinha a pensar num post alertando para a necessidade de escreverem as ideias fortes de cada uma das vossa peças. Já temos apresentadores (creio) e eles precisarão de nós para fazerem o seu trabalho. Teremos de lhes dizer algo para eles laborarem a partir daí. Pensava no que dizer e ouvia os violinos em fundo.
Na realidade, sentia-me como o maestro da orquestra do Titanic que marcava o ritmo enquanto o navio se afundava. Uma imagem forte, hem? Um pouco dramática?, talvez. Despropositada?, sem dúvida. Mas fez-me rir e eu estou precisada de uma boa gargalhada. Há um blogue que frequento com assiduidade, aliás o seu autor esteve na escola recentemente a dar uma palaestra. Bandeira ao vento. Vão até lá, verão que vale a pena. como subtítulo tem esta máxima "o dia que não nos rimos foi o dia que desperdiçámos".
Que ideia deliciosa :-)
Recuperando o mote, deparei-me com um relatório que nos diz respeito. Só li as gordas mas pensei - em tempos de vacas magras tudo o que luz é ouro. Devo estar a juntar duas metades de provérbios diferentes. Percebem a ideia, quando os tempos são maus, qualquer coisita anima, dá esperança. Veremos se a leitura do dito relatório confirma a justiça do sentimento.
Convém ir dizendo haver da minha parte (e arriscaria dizer, de grande parte dos professores neste momento) sérias reservas quanto à validade (fidelidade e seriedade) de qualquer documento emanado pelo ministério da educação. A confiança, quando se perde, é de recuperação difícil, exigente, morosa. Não obstante, cá fica. Julguemo-lo depois da sua leitura e não antes.
Estive todo o regresso para casa a ouvir violinos. Metaforicamente, é claro. Vinha a pensar num post alertando para a necessidade de escreverem as ideias fortes de cada uma das vossa peças. Já temos apresentadores (creio) e eles precisarão de nós para fazerem o seu trabalho. Teremos de lhes dizer algo para eles laborarem a partir daí. Pensava no que dizer e ouvia os violinos em fundo.
Na realidade, sentia-me como o maestro da orquestra do Titanic que marcava o ritmo enquanto o navio se afundava. Uma imagem forte, hem? Um pouco dramática?, talvez. Despropositada?, sem dúvida. Mas fez-me rir e eu estou precisada de uma boa gargalhada. Há um blogue que frequento com assiduidade, aliás o seu autor esteve na escola recentemente a dar uma palaestra. Bandeira ao vento. Vão até lá, verão que vale a pena. como subtítulo tem esta máxima "o dia que não nos rimos foi o dia que desperdiçámos".
Que ideia deliciosa :-)
Recuperando o mote, deparei-me com um relatório que nos diz respeito. Só li as gordas mas pensei - em tempos de vacas magras tudo o que luz é ouro. Devo estar a juntar duas metades de provérbios diferentes. Percebem a ideia, quando os tempos são maus, qualquer coisita anima, dá esperança. Veremos se a leitura do dito relatório confirma a justiça do sentimento.
Convém ir dizendo haver da minha parte (e arriscaria dizer, de grande parte dos professores neste momento) sérias reservas quanto à validade (fidelidade e seriedade) de qualquer documento emanado pelo ministério da educação. A confiança, quando se perde, é de recuperação difícil, exigente, morosa. Não obstante, cá fica. Julguemo-lo depois da sua leitura e não antes.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
enguiços
No ano passado, em Março, no final da terceira apresentação, passava nos bastidores. Reinava uma vez mais, um ambiente de satisfação, euforia até. Correra lindamente, as falhas imperceptíveis (ou pelo menos, aceitáveis), as famílias e os amigos presentes - essa 3ª edição fora-lhes dedicada - teria sido um embaraço falhar.
A ambição de fazer mais e melhor tinha impulsionado os alunos à criação de novas peças, de alterações aqui e ali. O ensaio geral fora um simulacro umas horas antes, alguns alunos estavam lesionados, à última da hora reparámos que faltavam fotos para os cenários, iniciámos uma corrida (falhada) contra o tempo e a tecnologia para as substituir. A pressão, por todos os motivos era muito superior - tínhamos ainda de provar que os dois êxitos anteriores não tinham sido fortuitos, sorte de principiantes.
A semana anterior tinha sido de "2ºs e decisivos testes" para os alunos que investiam na entrada na faculdade, em resumo, as pontas pareciam fugir por entre os dedos.
Não obstante tudo isto, e pela terceira vez, correra bem. Correra mesmo muito bem.
Passava pelos corredores, repito, cruzo-me com o Zé, desmancho-me a rir,
"Este espectáculo deve estar abençoado", disse ele.
Só podia.
Este ano é o contrário. Está enguiçado. Deve ser a tal ordem cósmica de que a fala a minha amiga Maria João. Trabalhamos melhor, temos os deuses contra nós. Acabo de receber um email da prof. Teresa do CE dizendo-me que recebeu novas informações que contrariam as dadas ontem pela prof. Isabel. Isto é, parece que a "a saga de afagar, repousar e tornar a envernizar vai-se manter." sic
Não sei que faça. Que façamos.
Para já nada. Aguardamos por novas informações na segunda feira.

E mantenhamos a boa disposição. Estava já a tender para a depressão, fui buscar esta foto (tirada pela prof. Margarida Ramsy), passou logo ☺.
A ambição de fazer mais e melhor tinha impulsionado os alunos à criação de novas peças, de alterações aqui e ali. O ensaio geral fora um simulacro umas horas antes, alguns alunos estavam lesionados, à última da hora reparámos que faltavam fotos para os cenários, iniciámos uma corrida (falhada) contra o tempo e a tecnologia para as substituir. A pressão, por todos os motivos era muito superior - tínhamos ainda de provar que os dois êxitos anteriores não tinham sido fortuitos, sorte de principiantes.
A semana anterior tinha sido de "2ºs e decisivos testes" para os alunos que investiam na entrada na faculdade, em resumo, as pontas pareciam fugir por entre os dedos.
Não obstante tudo isto, e pela terceira vez, correra bem. Correra mesmo muito bem.
Passava pelos corredores, repito, cruzo-me com o Zé, desmancho-me a rir,
"Este espectáculo deve estar abençoado", disse ele.
Só podia.
Este ano é o contrário. Está enguiçado. Deve ser a tal ordem cósmica de que a fala a minha amiga Maria João. Trabalhamos melhor, temos os deuses contra nós. Acabo de receber um email da prof. Teresa do CE dizendo-me que recebeu novas informações que contrariam as dadas ontem pela prof. Isabel. Isto é, parece que a "a saga de afagar, repousar e tornar a envernizar vai-se manter." sic
Não sei que faça. Que façamos.
Para já nada. Aguardamos por novas informações na segunda feira.

E mantenhamos a boa disposição. Estava já a tender para a depressão, fui buscar esta foto (tirada pela prof. Margarida Ramsy), passou logo ☺.
et les autres?
Hoje ando com o nome de um filme na cabeça Les uns et les autres, pastelão imenso que vi nos meus dezoito anos. Pastelão será talvez uma adjectivação injusta, lembro-me de ter gostado do filme - apesar de parecer arrastar-se infinitamente - e sobretudo, ter adorado o final: um solo de dança no cimo do Arco do Triunfo. Um bailarino em tronco nu dançando, hipnótico, ao longo de todo o Bolero de Ravel. Paris à noite lá em baixo, as luzes, a câmara fascinada e nós com ela, volteando em redor do bailarino.
Não foi filme que quisesse alguma vez rever (talvez pelo próprio Bolero, há idades para tudo) - e eu sou de reler vezes sem conta, rever com mais contenção mas ainda muitas vezes - quando gosto. Por exemplo, Habla con Ella, vi 3 vezes quase de seguida. Adiante, este termo pastelão vem também um pouco pela cena da praia do filme que ontem falei - expiação. A sua duração é excessiva e não percebo porquê. O tema do filme não era aquele, ou por outra, não só não acrescenta nada como, pelo contrário dilui, desvia.
Les uns et les autres. Uns e os outros. Ontem falei sobre uns, os que se jogaram alegremente no vórtice e que, à nossa mui mui modesta escala, transformaram o liceu Camões numa sucursal da escola americana da série Fame.
Hoje tenho de falar sobre os outros. Aqueles que, não obstante terem escolhido a AP dança, ainda assim não se sentem cativados para o Ao ritmo do Camões. Tenho falado com todos - num tête à tête - no sentido de seguirem outros caminhos. Desenvolverem projectos pessoais (ou em pequeno grupo) que lhes sejam úteis, em primeiro lugar, e aos restantes alunos numa segunda fase. Isto é, escolham um tema que lhes seja caro, que os perturbe, que mexa com eles, e o trabalhem. O produto será apresentado à AP dança - e apenas a ela, contribuindo assim para o enriquecimento de todos.
Alguns têm já temas - para os quais vão contar com a nossa colaboração, outros precisarão ainda de ajuda. Mantenhamo-nos prontos.

(por ex., nem todos gostamos de amendoins; alguns, até são alérgicos. Esta receita faz parte do projecto da minha filha. Estão a trabalhar a religião e a alimentação; entre outras coisas, no final farão um pequeno banquete com amostras de pratos típicos. Até lá, há que ir treinando, tem sido divertido...)
Não foi filme que quisesse alguma vez rever (talvez pelo próprio Bolero, há idades para tudo) - e eu sou de reler vezes sem conta, rever com mais contenção mas ainda muitas vezes - quando gosto. Por exemplo, Habla con Ella, vi 3 vezes quase de seguida. Adiante, este termo pastelão vem também um pouco pela cena da praia do filme que ontem falei - expiação. A sua duração é excessiva e não percebo porquê. O tema do filme não era aquele, ou por outra, não só não acrescenta nada como, pelo contrário dilui, desvia.
Les uns et les autres. Uns e os outros. Ontem falei sobre uns, os que se jogaram alegremente no vórtice e que, à nossa mui mui modesta escala, transformaram o liceu Camões numa sucursal da escola americana da série Fame.
Hoje tenho de falar sobre os outros. Aqueles que, não obstante terem escolhido a AP dança, ainda assim não se sentem cativados para o Ao ritmo do Camões. Tenho falado com todos - num tête à tête - no sentido de seguirem outros caminhos. Desenvolverem projectos pessoais (ou em pequeno grupo) que lhes sejam úteis, em primeiro lugar, e aos restantes alunos numa segunda fase. Isto é, escolham um tema que lhes seja caro, que os perturbe, que mexa com eles, e o trabalhem. O produto será apresentado à AP dança - e apenas a ela, contribuindo assim para o enriquecimento de todos.
Alguns têm já temas - para os quais vão contar com a nossa colaboração, outros precisarão ainda de ajuda. Mantenhamo-nos prontos.

(por ex., nem todos gostamos de amendoins; alguns, até são alérgicos. Esta receita faz parte do projecto da minha filha. Estão a trabalhar a religião e a alimentação; entre outras coisas, no final farão um pequeno banquete com amostras de pratos típicos. Até lá, há que ir treinando, tem sido divertido...)
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
"we shall fight on the beaches"
Um título muito presunçoso este. Todavia é a expressão que me vem à cabeça quando vos vejo, aproveitando todos os momentos livres, todos os cantos disponíveis - por mais exíguos ou inóspitos que sejam - para treinarem as vossas peças.
Não sei quais de vocês identificam o autor e a situação. Winston Churchill, 1º ministro inglês ao tempo da II Guerra Mundial. O contexto foi a retirada das praias de França de perto de 300 mil homens encurralados pelos alemães. Durante uma semana, sob protecção da aviação inglesa, todos os barcos disponíveis, por mais pequenos ou inseguros, participaram no esforço de salvar a quase totalidade das tropas inglesas e o que restava das francesas. Vi "Expiação" recentemente (a cena da praia é muito explorada), virá daí a associação.


Gosto de passar pelos corredores e ver os vossos treinos, gosto de entrar na sala de espelhos e ver amigos vossos a dançarem com vocês, adoro ver a dedicação e o entusiasmo com que mergulham no desafio, as ideias que trazem, o uso que dão à autonomia.
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A energia é contagiante, a vossa contribuição para uma escola mais alegre, mais optimista - não obstantes os tempos difíceis que nós professores vivemos - é inegável.
(e não nos deixemos iludir, a Bia não está aborrecida)
Não sei quais de vocês identificam o autor e a situação. Winston Churchill, 1º ministro inglês ao tempo da II Guerra Mundial. O contexto foi a retirada das praias de França de perto de 300 mil homens encurralados pelos alemães. Durante uma semana, sob protecção da aviação inglesa, todos os barcos disponíveis, por mais pequenos ou inseguros, participaram no esforço de salvar a quase totalidade das tropas inglesas e o que restava das francesas. Vi "Expiação" recentemente (a cena da praia é muito explorada), virá daí a associação.


Gosto de passar pelos corredores e ver os vossos treinos, gosto de entrar na sala de espelhos e ver amigos vossos a dançarem com vocês, adoro ver a dedicação e o entusiasmo com que mergulham no desafio, as ideias que trazem, o uso que dão à autonomia.



A energia é contagiante, a vossa contribuição para uma escola mais alegre, mais optimista - não obstantes os tempos difíceis que nós professores vivemos - é inegável.
(e não nos deixemos iludir, a Bia não está aborrecida)
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
inspiração e tributo
Ao ritmo do Camões
Conforme acordado entre todos, a Ap 1, a da manhã, está a preparar a
peça inicial, a de abertura do espectáculo. Esta peça terminará com a
presença de todas as Ap's em palco (com a excepção dos elementos da
primeira peça) e tem sido aventado que seria interessante todos dançarem uma pequena coreografia. O espaço será naturalmente exíguo por isso a coreografia terá de ser muito simples e com poucos deslocamentos.
O ano passado, as alunas do 11º J - algumas estão na Ap1, realizaram (entre outros) este divertido trabalho. Inspiraram-se na coreografia dos rapazes e usaram até a mesma música.
Têm estado a pensar utilizar este trabalho para esse final da peça de abertura. Parece-me uma excelente ideia e eu usaria esta música. Será, de alguma forma, um elemento de ligação ao "dança, Camões!" e ainda um sentido, e merecido, tributo.
Coloco aqui este filme agora para que o vejam (e também porque estou muito contente com os meus progressos tecnológicos) mas é claro que o retirarei em breve. Não terá qualquer graça subir o pano antes do dia devido. Depois, posso voltar a colocá-lo se não houver quaisquer contra-indicações.
Que lhes parece?
sábado, 2 de fevereiro de 2008
pdi,
erros posturais ou conversa da treta.
Ontem, à medida que o dia avançava, cada vez me doíam mais os braços, ombros, peitorais, dorsais. Não entendia porquê "não fiz nada", comentei aqui em casa enquanto mobilizava o tronco e os braços tentando dissipar o ácido láctico. Num flash, lembrei-me da última aula de quinta feira em que, na procura de mais ideias, acompanhei a turma pelo chão. Não tenho quinze anos, disse então, justificando a pouca agilidade. Pois. De facto. Meia dúzia de flexões e fiquei toda dorida.
Hoje, sábado - dia de limpezas, varri a casa. Encostei um montinho perto da parede, fui buscar a pá e a vassoura pequena, curvei-me para apanhar o lixo, já não me levantei. No movimento não estava envolvida qualquer força - pêlos da cadela e areia, foi um simples erro de postura.
Estou incapaz para todo o serviço; quando fui buscar uma das miúdas ao comboio, entrei no carro com cautela, qual velhinha com problemas de mobilidade, sentei-me em câmara lenta. Para sair? Tive de pôr a mão na parte de cima do tecto e puxar o corpo. Em baixo de forma, sim, não devia interromper aqueles exercícios que fizemos tanta vez no início do ano e que, de vez em quando - mais no verão, de facto - faço aqui em casa.
Disciplina, disciplina, disciplina.
Ontem, à medida que o dia avançava, cada vez me doíam mais os braços, ombros, peitorais, dorsais. Não entendia porquê "não fiz nada", comentei aqui em casa enquanto mobilizava o tronco e os braços tentando dissipar o ácido láctico. Num flash, lembrei-me da última aula de quinta feira em que, na procura de mais ideias, acompanhei a turma pelo chão. Não tenho quinze anos, disse então, justificando a pouca agilidade. Pois. De facto. Meia dúzia de flexões e fiquei toda dorida.
Hoje, sábado - dia de limpezas, varri a casa. Encostei um montinho perto da parede, fui buscar a pá e a vassoura pequena, curvei-me para apanhar o lixo, já não me levantei. No movimento não estava envolvida qualquer força - pêlos da cadela e areia, foi um simples erro de postura.
Estou incapaz para todo o serviço; quando fui buscar uma das miúdas ao comboio, entrei no carro com cautela, qual velhinha com problemas de mobilidade, sentei-me em câmara lenta. Para sair? Tive de pôr a mão na parte de cima do tecto e puxar o corpo. Em baixo de forma, sim, não devia interromper aqueles exercícios que fizemos tanta vez no início do ano e que, de vez em quando - mais no verão, de facto - faço aqui em casa.
Disciplina, disciplina, disciplina.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
felizes
os talentosos.
Aqueles que com esforço e determinação produzem fora da norma.
Um pequeno desabafo, de quem até acha graça a todas estas imensas possibilidades da tecnologia e que, no entanto, não a percebe. Estive aqui toda a noite a tentar, uma vez mais, converter os ficheiros dos filmes para depois os montar num dvd. Refiro-me ao do espectáculo do ano passado; o Ivo esteve na escola esta semana, foi mais um a perguntar-me por pelo dvd. Já não tenho cara para dizer que ainda não está pronto. Eu até acho que essa poderia - e deveria - ser uma missão dos alunos. Não tendo sido possível - a ausência de hardware na escola é claro que não ajuda, então que se faça como for possível.
Daqui a uns anos isto há-de ser tudo facílimo, os equipamentos serão todos compatíveis, trigo limpo, poderemos enfim, dedicar-nos ao objectivo - a montagem do filme. Até lá, horas, noites, dias, a tentar desbloquear conflitos, preconceitos, más vontades entre câmaras, computadores, softwares e diabo a sete.
No meio disto tudo o meu computador está cheio a bordar, coitado já quase nem mexe. Sofre de indigestão, cada operação demora eternidades. Uma área de projecto dedicada em exclusivo a esta área seria bem interessante. Ter-me-ia como aluna, pela certa.
Aqueles que com esforço e determinação produzem fora da norma.
Um pequeno desabafo, de quem até acha graça a todas estas imensas possibilidades da tecnologia e que, no entanto, não a percebe. Estive aqui toda a noite a tentar, uma vez mais, converter os ficheiros dos filmes para depois os montar num dvd. Refiro-me ao do espectáculo do ano passado; o Ivo esteve na escola esta semana, foi mais um a perguntar-me por pelo dvd. Já não tenho cara para dizer que ainda não está pronto. Eu até acho que essa poderia - e deveria - ser uma missão dos alunos. Não tendo sido possível - a ausência de hardware na escola é claro que não ajuda, então que se faça como for possível.
Daqui a uns anos isto há-de ser tudo facílimo, os equipamentos serão todos compatíveis, trigo limpo, poderemos enfim, dedicar-nos ao objectivo - a montagem do filme. Até lá, horas, noites, dias, a tentar desbloquear conflitos, preconceitos, más vontades entre câmaras, computadores, softwares e diabo a sete.
No meio disto tudo o meu computador está cheio a bordar, coitado já quase nem mexe. Sofre de indigestão, cada operação demora eternidades. Uma área de projecto dedicada em exclusivo a esta área seria bem interessante. Ter-me-ia como aluna, pela certa.
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