sábado, 29 de dezembro de 2007

abramos-lhe

a porta
Ele aí vem, de mansinho, não lhe ouço ainda o ranger. Eu estou de partida, espero regressar a tempo e horas. Caso contrário, boas entradas, vamos acolhê-lo ao novo ano como a todos os outros. Cheios de boas intenções.

Bem vindo ano 2008.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

sintonia



Em pausa, depois ou antes das respectivas actuações, elas olham na mesma direcção. Em sintonia, tal como nos seus trabalhos.

Numa pausa que termina, olhemos todos assim - em unísono, para as tarefas que se avizinham em passos largos, galopantes. O segundo período começa no dia 3 de Janeiro. Solicito a todos para estarem presentes na aula da Ap1, às 11.45 na sala de espelhos. A ideia é que todos se conheçam melhor, começar a constituir uma equipa transversal a todas as turmas, coordenar esforços, tomar algumas decisões.

Para a turma AP3 (A e H) penso que este pedido não constituirá qualquer problema, bem pelo contrário. Para a turma AP2 (C e I) já poderá haver problemas; peço-lhes que tentem.

Se houver trabalhos de férias - cartaz, por exemplo, levem-nos.

sábado, 22 de dezembro de 2007

pausa


Não será para todos, não é sequer exclusivo dos crentes, mas a pausa natalícia aproxima-se. Por aqui, a não ser que nas Caldas da Rainha para onde vou exista algum vizinho generoso de sinal aberto, o momento será outro. Pôr em dia algum tpc mais resiliente, quem sabe.

Boas Festas para todos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

intensidade

Ainda bem que não vieram (ninguém veio de qualquer das Ap's), dizia eu há pouco para o meu amigo Paulo. Frequentámos ambos o mesmo curso de dança pós-laboral, no ano passado. Ele vem da área da música - é professor universitário, eu venho do basquete e da educação física. Mas ambos concordámos em muita coisa no ano passado e continuamos na mesma onda, segundo se vê. Ele esteve, durante toda a Mostra de Trabalhos, bramando ao meu ouvido. Eu, hoje mais estilo português suave, tentava suavizar.

- São mostras de trabalhos, são rotinas, são exercícios coligidos de modo a serem um instrumento de avaliação. Não pretendem ser peças para serem mostradas.
- Sim, respondia ele, mas repara - elas (as intérpretes) não têm intensidade, não têm emoção, não perpassa dali nada.

E eu concordei com ele. De facto, não. Não cessava de me lembrar dos vossos trabalhos, mais ineptos é certo, mais pueris, ainda assim transbordando de emoção.



Não interessa comparar, insisti eu no outro dia, antes de visionarmos todas as peças. Aqui também não interessava e, não obstante, eu fi-lo. Penso que me senti como uma mãe galinha protegendo os seus pintos contra um inimigo imaginário, neste caso as críticas potenciais de outrém. E por saber que no campo - intensidade, esta foi a tradução fiel do empenho, da quantidade de trabalho, da entrega.



Ainda bem que não vieram, pensei. Justifico-vos - é óbvio que aprendemos sempre, eu não dou, de modo nenhum, o meu tempo por mal empregue. Eu gostei de ter ido e nunca saberei se vocês teriam gostado. Mas é um pouco como, digamos.... se a analogia funciona, como levar alguém pela primeira vez a um estádio de futebol e o jogo acaba empatado a zero. Com a estatística a contabilizar apenas dois remates à baliza e três vezes que, ambas as equipas somadas, ultrapassaram o meio campo com posse de bola. É azar.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

contrariedades



"Quando queres dizer alguma coisa mas não consegues, não te sentes aflito? Quando aquilo que queres dizer te sai de maneira que não a prevista, não te sentes furioso contigo mesmo? Quando queres dizer algo tão simples como um "gosto de ti" e te faltam as palavras, não te sentes um cobarde?
As coisas mais fáceis da vida são aquelas que mais nos perturbam. (...)"

da sinopse da peça Contrariedades , interpretada pela Ana L., Ana R., Flávia e Inês C.

Nota: aquilo que parece, nesta foto, uma ligeira falta de sincronia entre as bailarinas, não o é. De facto, estas estavam emparelhadas nas suas acções o que é, aliás, bem vísivel.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

É por ali

o caminho a seguir.


Dobrado o primeiro cabo, sigamos em frente para dobrar o segundo. É já aí, no dia 20 de Fevereiro. Ainda não tem nome nem logo e temos de pensar nisso. Uma tarefa que pode ser feita durante esta interrupção de actividade lectiva (vulgo férias) a solo, a pares ou pequenos grupos é o cartaz de divulgação. Neste terá de constar: nome do espectáculo - se não houver outras sugestões ficará "Ousa Camões", uma imagem - foto, ilustração, desenho, pintura, algo de abstracto, a data - 20 de Fevereiro, o local - auditório Camões.

O concurso está aberto a todos, todos podem candidatar-se.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

21 de Dezembro - solstício de inverno

Recebi um convite para assistir na próxima sexta feira, dia 21 de Dezembro pelas 19.00 na Faculdade de Motricidade Humana à apresentação dos trabalhos dos alunos de Licenciatura em Dança e Licenciatura em Ciências do Desporto.

O texto do email tinha o excerto que se segue:

Dança na FMH - Mostra de trabalhos

Esta mostra de trabalhos acontece no âmbito das disciplinas: Técnicas de Dança Social; Técnica de Dança Teatral; Práticas de Expressão e Comunicação I (licenciatura em Dança) e Actividades Físicas e Desportivas II - Dança Popular / Danças Sociais (Licenciatura em Ciências do Desporto)

REALIZAR-SE-Á a 21 de Dezembro, 6ª feira, último dia de aulas, pelas 19h no EDIFÍCIO ESTEIROS - PAVILHÃO DOS ESTEIROS (dado o número de alunos implicados).

Será uma mostra onde os alunos com toda a sua boa vontade, empenhamento e capacidade de trabalho, apresentarão, num período de inúmeros momentos avaliativos, trabalhos coreográficos de grupo e de turma, muitos deles (trabalhos) sem intervenção declarada e assumida dos docentes implicados (mas obviamente consequentes das temáticas leccionadas). Serão trabalhos resultantes de módulos de leccionação nunca superiores a 20 aulas prático-laboratoriais e em alguns casos resultantes de 6 aulas sobre a temática explorada.


A entrada é livre e eu irei assistir. Será um acontecimento eclético - haverá danças populares, sapateado americano, dança criativa, dança teatral (nem conhecia a designação...) e outras mais - e, pelo que se percebe no texto, informal. Este pavilhão dos esteiros é um vulgar pavilhão gimnodesportivo pelo que o público sentar-se-á nas bordas.

Estarei às 18.46 na estação do comboio da Cruz Quebrada pelo que, quem quiser vir, terá apenas de apanhar o comboio das 18.30 no Cais do Sodré.

É o dia do solstício de inverno, o dia mais curto, a noite mais longa do ano. A partir daí, é sempre a somar. Todos os dias haverá mais uns minutos de luz e quando menos o esperarmos a primavera estará aí.

Assistir a um espectáculo de dança poderá ser uma boa maneira de começar a comemoração da noite.


Nota: o pavilhão dos esteiros situa-se num vale, ao lado de uma linha de água - a ribeira do Jamor. É um sítio habitualmente fresco, nestes dias gelado e húmido pela certa. Quem vier, venha prevenido.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

a força do olhar

A educação dos sentidos

No sábado à tarde (no meio dos relatórios daquilo que sabemos) atendo o telefone. Era o meu amigo Paulo “queres ir amanhã à Ópera (assim com letra grande)? Tenho um bilhete a sobrar-me, queres ir? “quero, claro. Ver o Rigoletto, não é?” Não é que eu perceba de ópera (agora com letra pequena, em sinal da minha pequenez ignorante, deveria talvez ser ao contrário) mas tinha visto o cartaz. Tive algumas breves e felizes experiências há uns bons anos atrás, ficou-me o gosto, a atenção. Falta sempre o “tempo” que a Ópera é para gente rica. Entusiasmada, ainda por cima o Paulo é professor de música, tem sempre mais graça ir com alguém informado, pensei, a vida pode ser bem gira. Não há como um presente inesperado para nos dispor bem.

Adiante. Sentávamo-nos nos nossos belos lugares na plateia (o mecenas do Paulo é entidade generosa) e atrás de nós ouvem-se umas vozes educadas a anteverem a performance. Agudos para cá, pianíssimos para lá, é vocabulário e conceitos que não domino. Percebi, no entanto, que as espectadoras tinham lido as críticas - a de domingo, era a última récita – vinham já com uma opinião, a do crítico.

Pensei para comigo – a mim tanto fará, não tenho qualquer discernimento musical, esta poderá ser uma péssima actuação, nunca o saberei por mim. Constatá-lo não me desanimou, a ópera é um espectáculo total – tem canto, música, teatro, por vezes tem dança, poderei sempre apreciar o resto.

E, de facto, assim foi. Adorei os cenários, o “barroquismo” dos adereços, a iluminação; a mudança dos cenários feita à nossa vista, os artifícios despidos de algumas soluções. Emocionei-me com alguns dos duetos e se a encenação no seu conjunto não foi brilhante - o final frouxo, depois de uma tensão crescente, foi decepcionante, ainda assim agradeci de todo o coração ao Paulo por se ter lembrado de uma amiga distante.

Foi engraçado também porque findo o espectáculo, me lembrei uma vez mais do meu/nosso problema – a dificuldade da avaliação de um objecto artístico. E uma questão que lhe está intimamente ligada – quanto mais educados mais exigentes nos tornamos.

O que só pode ser bom ☺

sábado, 15 de dezembro de 2007

A alguns minutos de terminar o sábado rio-me como a Joana. Com o prazer do tarefa que corre bem apesar de todo o esforço. Terminei a segunda leitura dos relatórios, a peneira foi mais fina mas os olhos não menos benevolentes. A boa notícia é que há excelentes classificações e, cabendo-me a mim agora sugerir, lanço desde já um desafio a quem, com desenvoltura, conseguiu organizar o seu relatório - partilhe o método. Preparem uma palestra, organizem tópicos, conversa de pátio ou de bufete - tanto dá, desde que ajudem os colegas com mais dificuldades neste campo.

corpo de intervenção

Estoirada de ler e reler, de andar para a frente e logo a seguir regressar atrás. De anotar, hesitar, apagar, anotar de novo, senti vontade de apelar ao corpo de intervenção para vir aqui a casa, com a sua determinação impor-me a ordem e a disciplina. Não ir dormir antes de acabar os relatórios.
Não é possível mas posso sempre tentar.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

o que os olhos vêm




Um dia, eram as minhas filhas muito pequenas, passeávamos no jardim de Paço de Arcos. Do outro lada da rua estreita, demoliam um prédio bem velho. Já sem telhado, sem janelas nem portas, restavam as paredes grossas. Uma caterpillar investia contra elas; ao lado de uma porta larga, avançava e recuava uma e outra vez. Era um espectáculo cativante, quedámo-nos todos fascinados. Ao fim de uns minutos, a mais velha (na altura com 3 anos e picos), de mão dada com o pai, ergue a cabeça para ele e pergunta "oh pai, porque é que o tractor não consegue entrar?"

Nunca vemos a mesma coisa.

Hoje, onde uns viam beleza serena, outros lentidão. Uns viam drama, outros gestos histriónicos. Aqui boa disposição, ali palhaçada. Vocês vêm uma coisa, eu outra, ela ali ao lado ainda uma outra. Olhares diferentes, experiências diversas, sensibilidades díspares.

O desafio - porque há uma tarefa incontornável: a avaliação - será a de conseguir conciliar toda esta diferença. O olhar de cá com o olhar daí.

Um caminho será seguramente o da comunicação.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

take two



Intróito (escrito hoje na pausa do almoço)

Na sequência de um comentário lá mais para baixo e também da "noite agitada" de ontem, tive um acesso de nostalgia. Tive sorte na minha carreira desportiva, tive treinadores muito bons. Bons a nível de conhecimentos/competência técnica, bons a nível de carácter/postura na vida - cultura de exigência, de rigor, bons a nível pessoal - eram amigos. Ensinaram-nos, a nós jovens atletas que vivíamos o basquete, a distinguir o trabalho da brincadeira. A expressão que se usava na altura "trabalho é trabalho, cognac é cognac".

Na turma do 12º H pensava ter conseguido também isso - quando é para trabalhar, trabalha-se. De algum modo, a transposição da mesma postura para a dança está a revelar-se difícil. Não estou muito preocupada por saber que os tempos de desenvolvimento são diferentes. Aprendíamos isso no basquete: todos lá chegamos. Uns mais cedo ou com mais facilidade que outros. Tudo se treina.

A foto.

Porquê esta foto? Coloquei-a por vários motivos:

- porque a foto resultou;
- porque ilustra uma fase muito importante do trabalho - a pesquisa - além de demonstrar que a AP - dança não é só "dar ao pezinho";
- porque pensei, ingénua, que poderia servir de incentivo ao grupo que estava, aparentemente, a sentir mais dificuldades em atingir a sua velocidade de cruzeiro na criação da peça;
- porque queria acrescentar a legenda com o excerto do documento orientador, ou seja, queria embrulhar bem o produto (ao jeito de uma estratégia (falhada) de marketing). Por vezes, o que se aprende não é o mais óbvio. Ser-vos-á muito útil, em qualquer situação da vida, saberem ir à fonte. Quero com isto dizer, saberem procurar o porquê, o contexto, a regulamentação.

Finalmente, sim, são uns rapazes bonitos. Tal como as meninas. Não obstante, ainda que fossem feios, teria colocado a foto na mesma. Pelas razões já apontadas.

Enganei-me.

Como eu própria não me canso de repetir - uma e outra vez - errar é fundamental. E depois a vida é isto mesmo, opções.

"Sometimes we win, sometimes we don't"

Quando não acertamos, damos o nosso melhor para sair dali, para corrigir a situação. É o que estou fazendo.

bandeira branca



Não tenho, nem quero perder, muito tempo para dedicar a este assunto. Hasteio assim a bandeira branca e apelo ao bom senso (e às boas maneiras) no sentido de distinguirmos a conversa de café e a troca de ideias.

Regressemos então ao trabalho que ainda é muito para todos nós.

pura poesia

Um momento etéreo da peça "O ciclo da vida", uma ilustração feliz do deslumbre que se viveu hoje na sala de espelhos. De manhã e de tarde.



Nota: a imagem está trabalhada pois ficou muito mal iluminada. Aliás como todas. A nossa sala é muito simpática para se trabalhar mas não é fácil fotografar ou filmar. Têm sido vários os pedidos para eu disponibilizar as fotos. Estou a tratar disso, fá-lo-ei tão breve quanto possível. Agora as prioridades são outras - ler relatórios, proceder às classificações..

domingo, 9 de dezembro de 2007

Obrigada Sofia H.

Tocou-me mesmo. A peça. Não teria dado por ela se não nos tivesses feito o convite. Gostei muito e também, mais uma vez, de ter ido com vocês. De a discutir no fim, de a conversar. Se alguém se quiser chegar "à frente" (repito muito esta expressão mas aqui, convenhamos, aplica-se) e quiser ver o seu comentário / análise / crítica publicado neste espaço, diga-o. Ou poderemos inclui-lo apenas no dossier da AP que está no BeCre.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

trabalhos de grupo

No próximo fim de semana, devido à realização de jogos de andebol, o sr. Bráulio irá estar presente no pavilhão quer no sábado quer no domingo das 10.30 da manhã até ao final da tarde. Todos os grupos que desejarem poderão usar a sala de espelhos (não os balneários). Atenção que a aparelhagem é só uma e cumpram, como é lógico, com as instruções do Sr. Bráulio.

Bom trabalho!

Adenda às 19.30 - fui informada pelo Sr. Bráulio de alguns danos nos materiais da sala. Terão ocorrido ontem à tarde e pelo que se percebe terão sido as "meninas da dança" que ao tentarem usar os "steps" terão estragado umas pegas de plástico. Esse material não é da escola pelo que não pode ser utilizado por nós. Respeitem esta indicação, a autonomia e a liberdade seguem a par com a responsabilidade.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

entrega



Não há foto que traduza a imensa energia que transborda das vossas aulas. Não obstante, e descontando a iluminação deficiente, alguma tremura das mãos, a falta de sincronia acção/tempo de disparo, em todas elas podemos constatar o empenho, a entrega, a alegria na preparação das peças.



Podemos ler na página 18 do documento orientador para a AP: "O produto final produzido pelo aluno no decurso do projecto não tem um valor autónomo face ao processo que o originou. O trabalho investido na análise das situações e dos problemas, no esforço de planeamento, na procura das soluções, na avaliação dos resultados intermédios deve ser contemplado como parte integrante do trabalho de aprendizagem a par do resultado concreto traduzido no produto final."

Não sei qual vai ser o vosso produto final neste período. Uma coisa é certa, o processo tem sido magnífico. Tem sido um prazer e um privilégio estar presente.

última chamada

para "Como é bom tocar-te"


"Baseado na obra “On Touching” de Jacques Derrida, “Como é bom tocar-te” junta em palco um grupo de cinco bailarinos que actualmente integram a TOK’ART, uma nova plataforma de criação na dança contemporânea da qual fazem parte performers, criadores e bailarinos, alguns dos quais provenientes do extinto Ballet Gulbenkian.
“Como é bom tocar-te”, com coreografia de André Mesquita, mostra diferentes linguagens artísticas urbanas e as sonoridades contemporâneas que se organizam para uma peça sobre as infinitas vertentes do toque, numa viagem em torno das sensações de quem toca o mundo, ou é tocado por ele. Um exercício de busca que é também um processo de descoberta e revelações."


Por proposta da Sofia, do 12º C, estamos a organizar nova expedição a um espectáculo de dança contemporânea. É já no próximo sábado, no cinema S. Jorge (av. da Liberdade, para quem desce - lado direiro) às 21.30. Temos uma reserva de bilhetes que vou levantar (e pagar) amanhã. Se houver mais interessados é favor irem ter comigo até às 15.00.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Código de conduta

A tempo se declara que, para além de uma redacção dos textos cordata e cuidada, todas as fotos ou imagens aqui colocadas carecem de autorização de todos os seus intervenientes. Assim, se entendermos publicar fotos das aulas, só o faremos se os protagonistas concordarem.

Zullia e Sete Sonhos de Pássaros 2

E agora o tpc.

No vosso caderno de registos ou com entrada directa para o portfolio, devem fazer uma apreciação do espectáculo. Pensem ou tentem lembrar-se de tantos aspectos quanto os possíveis - coreografia, interpretação, figurinos, cenários, música, ilumnação.

Recomendo, enquanto treino, que façam uma sinopse das duas peças a que assistiram. Uma breve síntese que traduza o clima, que ilumine a compreensão da peça sem ser explicativa em excesso. Como se a quisessem descrever a alguém que não foi; sendo uma peça de dança não podemos ir pela descrição tal e qual mas podemos dar uma ideia do ambiente, das sensações que nos despertou.

Irei fazer fotocópias das folhas de sala e darei uma a cada um que foi ao espectáculo. De qualquer modo, lembrem-se que quanto mais trabalharem agora menos terão de o fazer no final do período e do ano e melhor vos sairão as coisas. Aproveitem enquanto a memória das peças ainda está quente; acreditem que se esvai num ápice.

Zullia e Sete Sonhos de Pássaros 1

Aqui há uns bons anos atrás, num intervalo de um Ballet Gulbenkian em que, encostados a um corrimão, digeríamos a primeira parte do espectáculo, um colega meu quebrou o silêncio "é bom ver coisas bonitas". Na realidade não me lembro se ele o disse exactamente assim, pode ter sido "faz-nos bem ver coisas bonitas". Não há aqui nada de especialmente profundo se bem que valorizar aqui não tenha qualquer interesse.
Ele traduziu simplesmente em palavras o nosso estado de espírito daquele momento. De beatitude pela certa, estávamos ainda sob a influência da magia do que acabáramos de assistir.

Não há bailado que não me faça lembrar aquela sensação inaugural. Não porque fosse a primeira vez a que eu assistia a um ballet, sim por ter sido muito forte, muito bom. E de cada vez que saio de um espectáculo destes do qual tenha gostado, lamento que vocês (ou outros como vocês, outros alunos) não tenham lá estado. Partilhar coisas bonitas, redobra-nos ou n dobra-nos, o prazer de as ter tido, no caso de as ter visto, de as ter sentido.

Gostei muito de ter estado com vocês no Teatro Camões no sábado, de ter conversado sobre a peça no intervalo e no final, de ter partilhado a sala, de me ter emocionado com vocês. É bom ser professora. Às vezes. Ok, muitas vezes.

título

Porquê este título para o blogue?

Bom, há várias razões. Gostei muito do nome encontrado no ano passado pelo Afonso, para o espectáculo da área de projecto. Como se veio a verificar, além de uma ideia feliz - simples, directo, foi premonitório - o Camões, o liceu Camões dançou mesmo. A ideia do Afonso "Dança, Camões!" com a exclamação com o seu toque imperativo - Dança!, conseguiu resumir em duas palavras e dois sinais de pontuação tudo o que se pretendia.

Para este ano, como aliás vocês devem ter nos vossos cadernos de registo por ter sido discutido na segunda aula (notem o meu piscar de olho), temos duas hipóteses - manter o nome e avançar para segunda edição "Dança Camões 2" (retirávamos a vírgula e a exclamação), ou mudar o nome. Como se debateu, ambas as hipóteses têm pontos positivos e ambas tiveram apoiantes e detractores. Está na hora da decisão, temos de encontrar um nome até ao final do período.

Para o blogue escolhi este por uma razão muito simples - porque não é possível escrever dança no endereço (sim, eu sei, podia não escrever no endereço e escrever no título do blogue)e porque não quero dar erros deliberadamente (já bastam os que saltam para o texto e eu nem dou por eles). Danca é uma palavra esquisita e logo rima com manca, dansa, pelo contrário, palavra bonita sugere movimento suave, sedutor e, quem sabe, lá iremos. Talvez, daqui a menos tempo do que esperamos, dança venha a escrever-se dansa. Mas ainda não se escreve, de modo que tenho andado a pensar em várias opções. Têm-me surgido imensas palavras e penso ser interessante uma decisão de fusão, isto é - manter o Camões no título e ir mudando o verbo de acção. Cria, Camões / Agita Camões / Voa Camões / Marca, Camões / Abala Camões, as possibilidades são infindáveis.

Gosto do ousa. É uma homenagem a vocês todos que ousaram. Todos os do ano passado também. A todos os que arriscam dar um passo ao lado sabendo que podem dar um passo em falso. Um simples tropeço ou uma queda fragorosa.

E por isso, aqui o blogue, fica como Ousa Camões. Sem vírgula e sem imperativo. Ousemos com convicção e sem alarde. A ver do que vamos ser capazes.

Quanto ao espectáculo precisa de um nome, rápido. Pensem no assunto e vão dando sugestões.

comunicação

Enquanto a plataforma moodle não está disponível, porque o tempo urge e porque (já lá iremos) foi tão divertido ter ido ao bailado convosco, decidi avançar para aqui.

A ideia principal será a de irmos partilhando ideias, dúvidas, quiçá ansiedades (esta expressão paga direitos de autor a duas professoras muito engraçadas que tive o ano passado; pessoas generosas que são, não ficarão aborrecidas) e ainda a de centralizar o trabalho de produção do nosso espectáculo.

Não sei se há limite de administradores para colocar postagens mas ainda que haja, creio que não corremos o risco de o ultrapassar. Há sempre duas hipóteses de colaborar aqui - através dos comentários ou postar. Quem quiser comentar poderá sempre fazê-lo, sendo de bom tom que assine, que seja cordial e bem humorado mesmo que discorde na totalidade - em desancando que o faça com arte. Se quiser postar, e espero bem que sim, que haja quem se chegue à frente, peça-me e eu dar-lhe-ei privilégios de administrador. Já não me lembro como isso se faz o que nos leva para um outro motivo na criação deste blogue - o de aumentar as minhas/nossas competências nesta área. Nada como ter um problema e trabalhar para o resolver.

Posto isto, desejo-nos um bom trabalho e que saia daqui alguma coisa se não com graça, pelo menos útil.